Rússia antecipa queda de até 17% na produção de petróleo este ano

Sanções do Ocidente deverão prejudicar os níveis de produção de petróleo em Moscovo, correndo o risco de atingirem mínimos de 2003, revela um documento do Kremlin a que a “Reuters” teve acesso.

Essam-Al-Sudani/Reuters

A produção de petróleo da Rússia deverá recuar em cerca de 17% ainda este ano. De acordo com um documento do Ministério da Economia daquele país, consultado pela “Reuters” esta terça-feira, esta quebra está diretamente relacionada com as sanções do Ocidente que foram aplicadas como resposta à invasão da Ucrânia.

A revelação surge também numa altura em que a presidente do Parlamento Europeu defendeu “embargo total” ao petróleo, gás e carvão russos, isto depois de o fornecimento de gás natural à Polónia e Bulgária ter sido cortado esta quarta-feira.

Segundo o documento, a produção de petróleo russa pode cair de 524 milhões de toneladas, em 2021, para entre 433,8 milhões e 475,3 milhões de toneladas (entre 8,68 milhões e 9,5 milhões de barris por dia) em 2022. Esse seria o nível de produção mais baixo desde 2003, quando a produção de petróleo da Rússia ficou em 421 milhões de toneladas, ressalva a agência.

Recorde-se que além das sanções aplicadas pelos Estados-membros da União Europeia e aliados, também os Estados Unidos proibiram as importações de petróleo da Rússia — todas estas sanções vieram prejudicar o comércio, o qual constitui uma das principais fontes de receita de Moscovo.

A confirmar-se, esta seria a quebra a nível de produção de petróleo mais significativa desde a década de 1990, altura em que a indústria do petróleo sofreu com o subinvestimento. Naquele período, a produção de petróleo da Rússia começou a diminuir em março e caiu cerca de 7,5% em meados de abril.

Depois de uma quebra provocada pela pandemia, a produção de petróleo voltou a recuperar em 2021, sua primeira queda anual desde 2008, devido às consequências da pandemia.

 

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