Rússia ataca infraestruturas em Kharkiv após forças de Kiev recuperarem cidades estratégicas na região

Na noite de domingo, os militares ucranianos disseram ter tomado controlo da zona norte da cidade de Kharkiv. No mesmo dia, em resposta à conquista ucraniana, a Rússia lançou ataques contra a rede elétrica de Kharkiv.

As forças militares russas atacaram instalações numa infraestrutura no centro e leste da Ucrânia na noite de domingo, em resposta a uma contraofensiva ucraniana na região de Kharkiv, diz o “The Guardian”.

Na noite de domingo, os militares ucranianos disseram ter tomado o controlo do norte da cidade de Kharkiv. No mesmo dia, em resposta à conquista ucraniana, a Rússia lançou ataques contra a rede elétrica de Kharkiv.

Segundo o presidente da cidade de Kharkiv, Ihor Terekhov, o ataque prejudicou a distribuição de energia e de água em grande parte da cidade. Terekhovno descreveu o ataque como um ato de “vingança” da Rússia pelos recentes sucessos da Ucrânia nos campos de batalha.

Registaram-se relatos de apagões em Dnipro, Poltava e outras cidades do leste, afetando milhões de civis.

Do lado da presidência ucraniana, Volodymyr Zelensky culpou os “terroristas russos” pelos apagões. “Nenhuma instalação militar [foi atacada]”, disse o presidente ucraniano em comunicado nas redes sociais. “O objetivo é privar as pessoas de luz e calor”, acrescentou.

Paralelamente, numa mensagem no Telegram, na noite de domingo, Zelensky disse que o Kremlin não conseguiria separar o povo ucraniano. Na mesma mensagem, dirigiu-se à Rússia e questionou: “Ainda acham que somos ‘um mero povo’? Ainda acreditam que podem assustar-nos, separar-nos? Então, realmente, não entenderam nada”.

Sobre os avanços da Ucrânia na guerra contra a Rússia, Valeriy Zaluzhnyi, comandante chefe das forças de Kiev, disse que os soldados ucranianos recuperaram o controlo de cerca de 3.000 quilómetros quadrados de território desde o início de setembro e garantiu que estavam a aproximar-se da fronteira nordeste do país.

“Na direção de Kharkiv, começamos a avançar não apenas para o sul e leste, mas também para o norte. Faltam 50 km até a fronteira [com a Rússia]”, referiu Zaluzhnyi.

 

 

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