Rússia testa míssil hipersónico que Putin considera “invencível”

O míssil Zircon foi disparado da fragata Almirante Gorshkov no Mar de Barents contra um alvo nas águas árticas do Mar Branco, segundo informações avançadas pelo Ministério da Defesa russo num comunicado citado pela agência de notícias France Presse (AFP).

epa09910064 Russian President Vladimir Putin meets with Russian Olympic and Paralympic athletes during a state awards ceremony for Russian medal winners of the Beijing 2022 Olympic Winter Games at the Kremlin in Moscow, Russia, 26 April 2022. EPA/YURI KOCHETKOV

Os militares russos anunciaram que testaram com sucesso o míssil de cruzeiro hipersónico Zircon, que Putin descreve como arma “invencível”, enquanto Moscovo intensificava a sua ofensiva na Ucrânia.

O míssil Zircon foi disparado da fragata Almirante Gorshkov no Mar de Barents contra um alvo nas águas árticas do Mar Branco, segundo informações avançadas pelo Ministério da Defesa russo num comunicado citado pela agência de notícias France Presse (AFP).

O alvo, localizado a cerca de mil quilómetros de distância, foi “visado com sucesso” e o lançamento faz parte do plano de “ensaio de novas armas” da Rússia, acrescentou o ministério.

O primeiro disparo oficial de um Zircon aconteceu em outubro de 2020, com o Presidente Vladimir Putin a saudá-lo como um “grande evento”.

Desde então, realizaram-se outros testes, nomeadamente da fragata Almirante Gorshkov e de um submarino, recorda a AFP.

A Rússia, que invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro, anunciou em março que tinha utilizado mísseis hipersónicos “Kinjal”, pensando-se ser a primeira vez que tinham utilizado em combate, uma vez que Moscovo nunca antes tinha relatado a utilização deste tipo de armas, exceto para testes.

Os mísseis balísticos hipersónicos “Kinjal” e os mísseis de cruzeiro “Zircon” pertencem a uma família de novas armas desenvolvidas pela Rússia que Putin descreve como “invencíveis”.

A guerra na Ucrânia iniciada há três meses já causou a fuga de mais de oito milhões de pessoas, das quais mais de 6,6 milhões para fora do país, segundo dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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