Ryanair ameaça avançar com despedimentos para compensar proibição de vendas a bordo

A companhia de voos de baixo custo tem enviado cartas aos tripulantes de cabine para lembrá-los de que devem cumprir o serviço completo e os objetivos se não quiserem ser demitidos. As vendas a bordo são uma parte muito importante da receita da empresa e só nos meses de verão estas transações caíram 58% (em 2019 representavam mais de 30% da receita).

Depois das restrições aprovadas pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA – sigla em inglês) que proibiram a venda de produtos não essenciais (álcool, raspadinhas e presentes) para limitar o contacto entre passageiros, a Ryanair ameaçou avançar com despedimentos para colmatar a receita perdida com as vendas a bordo, avança o “El Economista”.

Assim, a empresa de voos de baixo custo tem enviado cartas aos tripulantes de cabine para lembrá-los de que devem cumprir o serviço completo e os objetivos se não quiserem ser demitidos. As vendas a bordo são uma parte muito importante da receita da empresa e só nos meses de verão caíram 58% (em 2019 representavam mais de 30% da receita).

“Prestar o serviço a bordo é uma parte fundamental da sua posição como membro da tripulação de cabine. Você deve cumprir todos os procedimentos e instruções, incluindo a conclusão do novo serviço reduzido a bordo. Qualquer repetição de tal violação das suas obrigações contratuais pode ser considerada uma falta de respeito e poderá colocar em risco o seu emprego na Ryanair ”, diz a empresa numa carta enviada aos trabalhadores, citada pelo “El Economista”.

A companhia aérea lembra que não pode escolher o que pode ou não vender. A Ryanair mantém o veto aos produtos Duty Free e a proibição dos pagamentos em dinheiro, mas está a realizar campanhas de incentivo para que se dê prioridade à venda de raspadinhas, cerveja, refrigerantes, perfumes ou presentes.

“As autoridades proibiram a venda de produtos não essenciais a bordo das aeronaves para aumentar a segurança contra a Covid-19. No entanto, a empresa iniciou uma campanha de assédio com o único objetivo de aumentar as vendas. Os patrões estão comprometidos a fazer ligações fora do expediente, enviar cartas com ameaças de rescisão, publicar metas mínimas de vendas e lista de vencedores de incentivos nas redes sociais internas, bem como aparecer em aviões para pressionar ainda mais as vendas de produtos não essenciais “, denuncia o sindicato aéreo Sitpla.

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