Ryanair desvaloriza impacto da greve do seu pessoal de cabine, falando em “perturbações menores”

“Menos de 2% dos 9.000 voos da Ryanair previstos para este fim de semana (24/25 e 26 de junho) foram afetados por greves menores e com pouco apoio das tripulações de cabine”

“Perturbações menores”. Foi desta forma que a companhia aérea low-cost irlandesa Ryanair desvalorizou hoje o impacto da greve do seu pessoal de cabina, marcada por vários sindicatos europeus para este fim-de-semana, incluindo em Portugal.

A empresa de Michael O’Leary mantém que “menos de 2% dos 9.000 voos da Ryanair previstos para este fim de semana (24/25 e 26 de junho) foram afetados por greves menores e com pouco apoio das tripulações de cabine”. A Ryanair também rejeitou responsabilidades pelos cancelamentos de voos, atribuindo-as a questões externas.

Vários sindicatos de tripulação de cabine (assistente de bordo e hospedeiras) apelaram a uma paralisação de vários dias na Ryanair a partir de sexta-feira (Espanha, Portugal e Bélgica). Em Itália e França a greve começou no sábado.

A companhia irlandesa atribuiu o cancelamento de vários voos “provenientes de Espanha, Itália, do Reino Unido e de França” a uma greve no centro de controlo aéreo de Marselha, bem como a trovoadas no sul da Europa.

Os sindicatos contestam esta versão. Segundo um sindicato francês, o SNPNC, a greve causou o cancelamento de 36 dos 80 voos da Ryanair naquele país.

Em Espanha, 75 voos foram cancelados este sábado em Madrid, Barcelona, Palma, Ibiza, Santiago e Girone, segundo o USO (Union Sindical Obrera). No domingo, 42 voos foram cancelados e cerca de 60 outros sofreram atrasos, indicou a mesma estrutura.

O Jornal Económico está a tentar contactar o Sindicato Nacional de Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), mas até ao momento ainda não foi possível.

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