Saber comunicar em tempos difíceis faz falta

Quando os tempos são de pressão, exigência, caos aparente, pessoas do contra, pessoas a favor, ruído, lobbies, audiências de grande dimensão, confusão instalada, o que é essencial? Saber comunicar!

Quando os tempos são de pressão, exigência, caos aparente, pessoas do contra, pessoas a favor, ruído, lobbies, audiências de grande dimensão, confusão instalada, o que é essencial? Saber comunicar!

E saber comunicar não é fácil, mas é fundamental, caso contrário a instabilidade é crescente.

O que é essencial? Pelo menos duas bases: assertividade e consistência.

A assertividade na comunicação, não é agressividade, nem autoritarismo. É garantir que há posições claras sobre o objetivo e como se pretende executar, não dando margem para “acho que” ou “tem de se fazer” ou “a quem de direito”, entre outras formas ambíguas de frases. O teste do algodão em qualquer comunicação, e que qualquer líder deve fazer é garantir a resposta às 4 questões básicas de “O porquê?”, “O como?”, “O quem?”, “O quando?”. Sem elas bem claras não deve falar perante qualquer audiência.

A consistência na comunicação significa que existe um plano e uma estratégia definida. Deteta-se muito facilmente a inconsistência de apresentação de projetos ou de medidas políticas, sejam elas no sentido pessoal, profissional ou público-político, em particular quando não existe qualquer estratégia. Ser consistente significa definir rumo, parar para pensar, definir indicadores e objetivos, isto é, definir estratégia. Ser consistente significa não ziguezaguear à primeira dificuldade que aparece, significa resistir a tentações aparentemente luminosas que nos pretendam oferecer com facilidade ou mesmo ignorar ruídos criados para destabilizar.

Ultimamente, na política nacional e na gestão da crise pandémica, vivemos tempos conturbados e de gritarias exacerbadas, umas feitas e outras por susto. Vivemos com políticos a berrar dentro dos próprios partidos ou aqueles que dizem “aquele é que é o malandro, eu por acaso apoiei o governo 6 anos, mas não fui eu”. Vivemos com “a máscara é apenas uma falsa sensação de segurança” e logo a seguir “a máscara é obrigatória”! Vivemos com o “vacinar crianças não acontecerá” e em fuga para a frente, mais ou menos comercial, “as crianças têm mesmo de ser vacinadas”.

A irritação na população é evidente. A tensão entre as pessoas, nestes dois anos em particular, é crescente. O cansaço e desespero por indefinições, por pára-arranca, vai para a esquerda ou para a direita, são patentes.

Faz falta, a nível nacional, frieza de espírito em quem lidera ou quer liderar (o país em particular)!

É essencial saber criar objetivos, indicadores, métricas para se criar uma estratégia de execução e comunicação!

É essencial liderar.

E liderar é saber comunicar em tempos difíceis, porque para tempos fáceis (quase) não custa liderar.

Recomendadas

Uma banca portuguesa cada vez mais ‘ibérica’

Uma fusão entre BPI e Novobanco poderia fazer sentido à luz daquela que tem sido a estratégia do CaixaBank para crescer no mercado ibérico.

As pessoas não podem ficar para trás na nova era

Milhões de euros de investimentos e centenas de megawatts. Ao escrever e ler sobre o mundo da energia, é normal que os grandes números sejam abordados, tal a dimensão dos projetos.

A ilusão, do faz de conta que faz

As eleições autárquicas realizaram-se exatamente há um ano atras, e no primeiro ano de muitos autarcas eleitos e após as lutas eleitorais, veio um ano de calmia e aparente tranquilidade.
Comentários