Salgado diz que não recorrer à linha da ‘troika’ foi “decisão racional”

O antigo presidente executivo do BES Ricardo Salgado diz que o banco optou por não recorrer à linha de 12 mil milhões de euros da ‘troika’ numa “decisão racional” para melhor garantir a estabilidade da entidade. “A escolha de não recorrer à recapitalização não era um plano secreto”, declara Salgado, sublinhando que tal foi uma […]

O antigo presidente executivo do BES Ricardo Salgado diz que o banco optou por não recorrer à linha de 12 mil milhões de euros da ‘troika’ numa “decisão racional” para melhor garantir a estabilidade da entidade.

“A escolha de não recorrer à recapitalização não era um plano secreto”, declara Salgado, sublinhando que tal foi uma “decisão racional que se afigurava a melhor para a estabilidade e o futuro do BES”.

O antigo presidente do banco falava no parlamento, na comissão de inquérito à gestão do BES e do GES, onde está a ser ouvido desde as 09h10.

O BES, diz Salgado aos deputados, “sempre conseguiu emitir capital e dívida e trazia investimento para Portugal”.

“Sempre quisemos manter o controlo do banco em mãos portuguesas”, sublinha ainda.

Salgado traçou ainda no parlamento uma cronologia da crise que, nos últimos anos, “afetou a economia mundial, europeia, e a frágil economia portuguesa”.

Aquando do programa de ajustamento para a economia portuguesa, a ‘troika’ (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) implementou uma linha de capitalização da banca no valor de 12 mil milhões de euros, sendo que o BES foi uma entidade que não utilizou montantes dessa linha.

OJE/Lusa

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