Salgado transferiu centenas de milhões de euros do BES através de ‘offshore’ antes de sair

O ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, retirou várias centenas de milhões de euros da instituição através de ‘offshore’ nas últimas semanas antes de abandonar a liderança, noticiou a SIC, citando uma auditoria forense. A informação foi ontem avançada pela estação televisiva, que teve acesso às conclusões da auditoria ao BES feita pela […]

O ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, retirou várias centenas de milhões de euros da instituição através de ‘offshore’ nas últimas semanas antes de abandonar a liderança, noticiou a SIC, citando uma auditoria forense.

A informação foi ontem avançada pela estação televisiva, que teve acesso às conclusões da auditoria ao BES feita pela PricewaterhouseCoopers (PwC) a pedido do Banco de Portugal, cuja intenção era verificar se as medidas que o supervisor ordenou para separar o BES e as restantes empresas do universo Espírito Santo foram cumpridas.

Segundo a SIC, a auditoria mostra que “Ricardo Salgado e a sua equipa fizeram gigantescas transferências de dinheiro para fora do banco através de quatros sociedades ‘offshore'” com sede nas ilhas britânicas do Canal da Mancha.

Isto, durante as últimas semanas em que os vários responsáveis desempenhavam cargos no Conselho de Administração do BES, depois de o Banco de Portugal ter decidido que tinham que se afastar da gestão do banco.

Por isso, está em causa a alegada “prática de atos ruinosos de gestão”, de acordo com a legislação em vigor.

As ‘offshore’ foram usadas “secretamente” para pagar muitos milhões de euros a beneficiários desconhecidos, isto quando “a hecatombe [do Grupo Espírito Santo, do qual o BES era o principal ativo] já tinha começado”, relatou a SIC.

As suspeitas recaem para que as transferências tenham beneficiado membros da família Espírito Santo, sendo que a 03 de agosto foi descoberto um buraco adicional de 1,25 mil milhões de euros nas contas do BES, segundo a SIC, que especifica ainda que 300 milhões de euros tiveram como destino a Venezuela.

Caso estas suspeitas se confirmem, está-se perante um caso de violação das regras de gestão das entidades bancárias, com consequências criminais.

OJE/Lusa

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