Salvar o planeta. Ontem!

Bem sei que muitos otimistas dizem que estamos muito a tempo, mas estaremos se começarmos ontem!


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Realiza-se, em França, a cimeira do Clima e são muitas as promessas e os compromissos assumidos pelos maiores líderes mundiais. O objetivo dos mais de 195 países reunidos será alcançar um acordo vinculativo sobre a redução de emissões de gases com efeito de estufa. Esta redução visa conter o aquecimento da temperatura média global, balizando essa subida em dois graus centígrados. Este esforço conjunto, para além do óbvio e do politicamente correto, apenas deverá ter um objetivo bem claro: SALVAR O PLANETA!

Esta sim, é a questão central, a maior das urgências, a maior das prioridades. Se os esforços anteriormente realizados nos trouxeram até aqui, então podemos compreender o tradicional erro de continuar a fazer o mesmo todos os dias, alimentado a esperança de, todos os dias, encontramos um resultado diferente do habitual, o que seria um milagre ou a irresponsabilidade do status quo. A inércia de não compreendermos que estamos a transformar o nosso planeta, a nossa casa, num lugar onde, a prazo, não poderemos viver é mais do que um argumento para todos, mas todos, e não apenas só aqueles que nos representam, termos um papel ativo na defesa e transformação da nossa casa. Bem sei que muitos otimistas dizem que estamos muito a tempo, mas estaremos se começarmos ontem!

Mais uma vez, os dogmas têm de ser quebrados. Se a economia tem sido um dos principais obstáculos para a mudança, está na altura de, em primeiro lugar, nos centrarmos em como podemos jogar com outras regras para uma economia mais verde e sustentável que, de resto, é, já hoje, rentável e na qual existem múltiplas oportunidades de geração de riqueza. Do ponto de vista empresarial, posso falar disso na primeira pessoa e com à vontade.

Na verdade, tecnologicamente, hoje a nossa indústria tem soluções que permitem reduzir consumos energéticos, processos que permitem recolhas, taxação mais justa e o processamento e valorização de resíduos de formas imensamente mais rentáveis e amigas do ambiente. Por outro lado, nas cidades, e com o advento da chamada “internet das coisas”, muitas oportunidades surgem que, em concreto, podem ser aplicadas não apenas para tornar essas cidades mais “inteligentes”, mas também por o seu uso promover um ambiente mais saudável e integrado, muito menos perdulário e muito mais eficiente. Estes são apenas três exemplos que conheço bem de perto, onde as tecnologias de informação surgem como um diferenciador, como uma ferramenta que não só acelera os processos, mas ao mesmo tempo os otimiza e os torna economicamente mais rentáveis. Muitos outros exemplos poderemos certamente encontrar em vários outros setores de atividade.

Assim, não podemos apenas delegar a resposta a esta questão em quem nos representa apenas no coletivo, pois somos todos os principais beneficiários do sucesso desta resposta. Como tal, todos, na medida das nossas possibilidades, temos de agir de forma a sermos parte ativa da solução e não a parte afetada pelo problema.

Ainda vamos a tempo. Sim. Mas temos de começar ontem!

A pensar ecologicamente. A pensar verde. Com a tecnologia como grande facilitador.

Jorge Delgado
CEO da Compta

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