Samsung vai investir cinco mil milhões de euros para ser neutra em carbono até 2050

A empresa sul-coreana apresentou recentemente a nova estratégia ambiental, que envolve, entre outras medidas de sustentabilidade, desenvolver novos sistemas de filtragem do ar, apoiar mais startups, expandir o sistema de recolha de resíduos eletrónicos para 180 países, entre outros.

A Samsung Electronics apresentou recentemente a sua nova estratégia ambiental, na qual prevê investir mais de 7 biliões de wons sul-coreanos (cerca de 5 mil milhões de euros) para a implementação de uma série de medidas ligadas à sustentabilidade. A maior ambição da dona dos telemóveis Galaxy é atingir a neutralidade carbónica até 2050, embora a estimativa seja que a divisão de eletrónica de consumo (DX ou device experience) conquiste essa meta 20 anos antes.

A lista de objetivos amigos do ambiente inclui ainda o investimento na investigação e no crescimento de novas tecnologias e startups, a modernização dos sistemas de filtragem de água para reutilização, a expansão de instalações de utilização de calor residual nas fábricas de semicondutores e, eventualmente, a introdução de fontes de calor elétrico para reduzir a utilização de caldeiras de GNL – Gás Natural Liquefeito.

Apesar de o plano ter sido apresentado este mês, com orçamento (os 5 mil milhões de euros não incluem o investimento nas energias renováveis) e medidas, o trabalho começou a ser feito antes. Por exemplo, o telemóvel dobrável Galaxy Z Fold4 já foi concebido para incorporar plásticos reciclados de redes de pesca descartadas e outros resíduos marinhos.

“A crise climática é um dos maiores desafios do nosso tempo. As consequências da inação são inimagináveis e exigem a contribuição de cada um de nós, incluindo empresas e governos. A Samsung está a responder às ameaças das alterações climáticas com um plano abrangente que inclui a redução de emissões, novas práticas de sustentabilidade e o desenvolvimento de tecnologias e produtos inovadores que são melhores para o nosso planeta”, afirmou Jong-Hee Han, vice-presidente e diretor executivo da Samsung Electronics, em comunicado de imprensa.

A Samsung espera reduzir o equivalente a cerca de 17 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono equivalente (CO2e), com base valores registados no ano passado 2021. Como tal, vai:

– Expandir o sistema de recolha de resíduos eletrónicos de 50 países para cerca de 180 países até 2030 para conseguir alcançar o recorde de 10 milhões de toneladas acumuladas de resíduos eletrónicos recolhidos entre 2009 e 2030

– Melhorar a instalações de tratamento de água para reutilizar os recursos hídricos, na divisão DX (que abarca os negócios de virtual display, aparelhos digitais, equipamentos médicos e redes)

– Aplicar tecnologias que removam os poluentes do ar e da água emitidos durante o processo de fabrico de semicondutores, na divisão DS (ou Device Solutions), que inclui os negócios de memória e chips

– Desenvolver tecnologias de ar limpo, incluindo novos sistemas de filtragem, para reduzir a matéria particulada

– Identificar e investir em startups que apoiem tecnologias ecológicas inovadoras e apoiar investigações na incubadora C-Lab

– Promover um programa de recolha e reciclagem de smartphones usados para reutilização em dispositivos IoT (Internet das Coisas), por exemplo

– Desenvolver novos chips de memória de ultrabaixo consumo

– Estabelecer um sistema no qual os minerais extraídos de todas as baterias de resíduos possam ser recolhidos e reutilizados

– Implementar tecnologias de baixa potência nos principais modelos de sete categorias de produtos (smartphones, frigoríficos, máquinas de lavar, equipamentos de ar condicionado, televisores, monitores e PC)

O maior desafio continua a ser a energia provinda de fontes renováveis, reconhece a multinacional da Coreia do Sul. “Isto deve-se em parte ao mercado de energias renováveis do país, onde as opções de aquisição continuam a ser limitadas. Além disso, as necessidades de energia elétrica das instalações de fabrico de semicondutores têm continuado a aumentar com a expansão da capacidade de produção da Samsung Electronics para satisfazer a procura global. No entanto, a empresa visará uma utilização mais pró-ativa da energia renovável, reconhecendo a urgência dos atuais desafios climáticos”, adverte a empresa.

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