Santander teme retração do mercado brasileiro

Brasil representa um terço das receitas do Santander.

O Brasil continua a ser o maior mercado para o Santander ao nível das receitas, representando um quarto da margem bruta da empresa e quinta parte dos seus ganhos. Isto ajuda a explicar a queda da cotação da ação Santander que refletiu a apreciação do euro em comparação com o real brasileiro desde meados de junho.

O nervosismo dos investidores relativamente ao Brasil não tem encontrado qualquer alívio no facto do Santander continuar a ter uma das mais bases de capital mais pequena entre os bancos europeus. Assim, os ganhos do banco têm menor proteção do que sugerem estes simples dados.

As dificuldades económicas do Brasil são muitas: uma inflação que se aproxima dos 10%, aumento de desemprego e expetativas de que a economia se contraia 3% este ano e quase 2% no próximo ano. Este não é um ambiente recomendável para uma entidade financeira.

O Santander sentiu um pouco mais esta pressão nos ganhos do terceiro trimestre, que reportou ao final do mês passado. A sua carteira de empréstimos incobráveis cresceu nos últimos dois trimestres, depois de ter caído desde o verão de 2014. A situação entre os consumidores poderá deteriorar-se ainda mais.

OJE

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