Santander Totta. Aprovado aumento de capital de 135 milhões e distribuição de dividendos de 273 milhões

Os acionistas do Santander em Portugal aprovaram esta quarta-feira a distribuição de dividendos no valor de 273 milhões de euros, correspondendo ao valor de 0,217 euros por ação.

Cristina Bernardo

Os acionistas do Santander em Portugal aprovaram esta quarta-feira a distribuição de dividendos no valor de 273 milhões de euros, correspondendo ao valor de 0,217 euros por ação (0,217238199193 euros), referente ao exercício de 2021.

Em fevereiro, o Santander Totta anunciou a distribuição de dividendos referentes aos anos em que não os pagou, por recomendação do Banco Central Europeu (BCE), anunciando o valor de 480 milhões de euro, referente aos lucros de 2019 (527,3 milhões de euros).

“Nos termos legais, avisam-se os senhores scionistas de que, de acordo com o deliberado em Assembleia
Geral de 4 de Maio de 2022, se encontra a pagamento, a partir do dia 16 de Maio de 2022, o dividendo
relativo ao exercício de 2021 com o valor unitário ilíquido de 0,217238199193 euros”, lê-se no comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O pagamento do dividendo relativo ao exercício de 2021 será efetuado através da Central de Valores
Mobiliários.

Foi também aprovado um aumento de capital de 135 milhões de euros.

De acordo com a informação enviada à CMVM, a assembleia-geral anual, que se realizou no presente dia, aprovou a proposta de aumento de capital social de 1.256.723.284,00 euros para 1.391.779.674,00 euros, mediante a emissão de até 135.056.390 de novas ações ordinárias, escriturais e nominativas.

O período de subscrição deverá ocorrer entre as 08:30 do dia 06 de maio e as 15:00 do dia 20 de maio, inclusive, sendo que a liquidação financeira ocorrerá até ao dia 24 de maio de 2022, segundo a instituição financeira.

As ações a emitir são oferecidas à subscrição exclusiva dos acionistas no exercício do seu direito de preferência, com a opção pelo Santander Totta da subscrição de 135.000.000 novas ações e os restantes acionistas da subscrição de até 56.390 novas ações, na proporção das respetivas participações.

Os acionistas do Santander Totta aprovaram esta quarta-feira ainda o relatório de gestão, o balanço e as contas individuais e consolidadas, respeitantes ao exercício de 2021, incluindo o relatório do governo societário, e a demonstração não financeira.

Em 2021, o banco obteve lucros de 298,2 milhões de euros, mais 0,9% face a 2020.

O produto bancário atingiu 1.318 milhões de euros, mais 2,8% em termos homólogos, tendo a margem financeira caído 7,3% para 731,2 milhões de euros, enquanto as comissões líquidas aumentaram 14,3% para 426,6 milhões de euros.

Foi ainda aprovada a proposta de aplicação de resultados de 2021, no montante de 303 milhões de euros, com uma reserva legal de 30 milhões de euros.

O Santander Totta é detido na totalidade pelo grupo bancário espanhol Santander.

Recomendadas

Auditoria da Deloitte não encontrou “racional” em write-off do Novobanco

No caso de três devedores do Novobanco, foram realizados em 2020 abates parciais de dívida no montante total de cerca de 155 milhões de euros. Deste total, diz a Deloitte, em “77 milhões de euros não foram obtidos os suportes para o valor do abate parcial realizado e 78 milhões de euros o suporte disponibilizado não era suficiente para evidenciar o racional subjacente ao calculo do valor do abate parcial realizado”.

Venda de Espanha aumentaria de forma “artificial” necessidades de capital do Novobanco

O Fundo de Resolução considerou que “não existia base legal, contratual ou regulatória que relacionasse o desinvestimento na operação em Espanha” do Novobanco com o mecanismo de capital contingente. Além disso, esta operação ia aumentar de forma “artificial” as necessidades de capital do banco em 2020, de acordo com a terceira auditoria da Deloitte.

Novobanco: Deloitte encontra falhas na avaliação das garantias imobiliárias e na busca de património

A conclusão consta da versão não confidencial da terceira auditoria da Deloitte, a que o Jornal Económico teve acesso.
Comentários