Santander vai abandonar compra de banco mexicano do Citigroup

A oferta não-vinculativa apresentada pelo segundo maior banco de retalho da zona euro não seguirá para as fases seguintes, informou o Santander em comunicado, depois da sua presidente executiva ter garantido racionalidade na tentativa de negócio.

O Santander irá abandonar a compra do Banamex, banco mexicano detido pelo Citigroup, tendo informado que “não irá prosseguir com as próximas fases da compra” que havia proposto no início do ano.

O banco espanhol, o segundo maior da zona euro em valor de mercado, tinha feito uma oferta não-vinculativa pela instituição financeira mexicana, em linha com a sua estratégia recente de expandir a operação para lá do mercado europeu. Ainda assim, a presidente executiva do Santander havia afirmado em fevereiro que a compra teria de seguir uma lógica de racionalidade, afastando emissões de títulos para o seu financiamento.

Apesar de ser visto por alguns analistas como dos principais candidatos a ficar com o Banamex, a oferta do Santander não foi tornada pública, sendo estimada pelo Credit Suisse em nove mil milhões de euros.

Há relatos de que o Grupo Financero Banorte, do México, também esteja na corrida pelo banco detido pelo Citigroup, com parte do mercado a projetar mais ofertas vindas do mercado interno mexicano que superariam a agora retirada pelo Santander.

Recomendadas

PremiumGestores bancários sem tarimba a gerir períodos inflacionários

Estudo sobre o sector bancário europeu feito pela consultora estratégica Oliver Wyman considera que as instituições financeiras podem não estar preparadas para os impactos do aumento da inflação e do abrandamento da economia na atividade.

Sindicato denuncia que administração da Caixa quer fechar mais 23 agências (com áudio)

O banco estatal registou lucros de 486 milhões no primeiro semestre de 2022. Sindicato recorda que a CGD já encerrou mais de 300 agências em Portugal.

Banco do Brasil regista lucro recorde no primeiro semestre

O banco público, cujas ações são negociadas na bolsa de São Paulo, atribuiu o seu resultado histórico semestral ao salto na carteira de empréstimos graças à recuperação económica a que o país tem assistido até agora este ano.
Comentários