Saúde: Cinco soluções (criadas por pacientes) que podem salvar vidas

A plataforma Patient innovation distingue anualmente soluções inovadoras desenvolvidas por doentes e cuidadores para ultrapassar problemas. Os prémios são entregues esta terça-feira, 28 de novembro, e trazem a Portugal um Nobel da Medicina.

Cinco projetos distinguiram-se entre mais de 500 soluções a concurso na 3.ª edição dos Patient Innovation Awards, plataforma online, que promove a partilha de soluções inovadoras desenvolvidas por doentes e cuidadores para ultrapassar problemas impostos por uma doença ou condição de saúde.

Os prémios serão entregues na próxima terça-feira, 28 de novembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, na presença do comissário Europeu Carlos Moedas e do Prémio Nobel Sir Richard Roberts. Na cerimónia, que se inicia pelas 14h00, participam também Pedro Oliveira, professor da Católica-Lisbon e Helena Canhão, médica, professora da Nova Medical School e Chief Medical Officer do Patient innovation, respetivamente, quatro laureados e a representante do quinto, a presidente da Fundação Gulbenkian, Isabel Mota, e o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

A plataforma Patient Innovation, nascida na Católica-Lisbon, reúne atualmente cerca de 800 inovações e conta com 60 mil utilizadores em todo o mundo.

 Vencedores em 2017

Inovador de país em vias de desenvolvimento

No Burkina Faso, Gérard Niyondiko perdeu seis dos seus 12 irmãos para a malária. Ele próprio ia morrendo. A doença mata mais de 400 mil pessoas por ano no mundo. A única forma de evitar a picada do mosquito e a consequente infeção do parasita da malária é através de inseticidas ou redes mosquiteiras, soluções não viáveis para pessoas que vivem em extrema pobreza. Com o objetivo de proteger do mosquito da malária uma comunidade que vivia em pobreza extrema, Gérard criou um sabão (o Faso Soap) com ingredientes extraídos de plantas locais (manteiga de carité, erva-limão, tagetes, etc.). O sabão tem um odor que afasta os mosquitos durante seis horas, sendo uma solução acessível a famílias em países em desenvolvimento. Estima-se que o sabão Faso possa salvar 100 mil vidas até 2020.

Cuidador Inovador

A dinamarquesa Lise Pape, inspirada pela luta do pai com a evolução da doença de Parkinson, desenvolveu o Path Finder. Esta doença está associada a episódios de rigidez da marcha, levando à queda desamparada dos indivíduos nesta condição. O pai de Lise tentava sistematicamente ultrapassar este problema pedindo ajuda à mulher, que lhe indicava qual seria o passo seguinte quando via o seu andar congelado. Lise, com medo que o pai caísse, quando a mãe não estivesse por perto, criou um dispositivo que projeta uma luz no chão ajudando-o a perceber qual o próximo passo a dar. Esta solução tem tido um surpreendente impacto na qualidade de vida de doentes de Parkinson.

Cuidador Inovador

O norte americano Bodo Hoenen desenvolveu uma ortótese robótica para o braço da sua filha, Lorelei, de cinco anos que sofre de mielite flácida aguda, uma doença neurológica que lhe causou debilidade no braço. A ortótese integra funcionalidades de aprendizagem automática que permitiu identificar quando a criança quer levantar o braço e acompanhando-a no movimento. Lorelei usou a ortótese robótica para fazer fisioterapia de forma a voltar a ganhar mobilidade, ao fim de um curto período de tempo já conseguia agarrar objetos leves.

Doente Inovador
Rita Basille, em França, criou o Handiplat, depois de ter perdido o movimento do braço num acidente de trabalho. Além de ter de lidar com uma nova condição física, Rita não suportava a ideia de depender de alguém para comer e cozinhar. Como conseguia usar o segundo braço decidiu criar um tabuleiro que lhe permite imobilizar os alimentos de forma a poder cortá-los sem recorrer à ajuda de ninguém. Esta solução, apesar de muito simples, tem tido uma utilidade elevada para amputados, bem como doentes com Parkinson e Alzheimer.

Patient innovation Lifetime Achievement Award

É uma nova categoria dos prémios criada este ano. Vai ser entregue a Robin Cavendish, a título póstumo (1930 – 1994) e a Diana Cavendish, sua viúva, que também estará na Fundação Calouste Gulbenkian. Robin sobreviveu à pólio, revolucionando a forma como  pensamos hoje nos direitos, capacidades e potencial inovador das pessoas imobilizadas. A vida de ambos é retratada no filme, produzido pelo filho Jonathan Cavendish.

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