Scooters elétricas. Roma vai impor novas regras para evitar incidentes

Dezessete pessoas morreram no país nos últimos dois anos após incidentes que envolveram e-scooters, para além de estarem envolvidas em atos de vandalismo a património da cidade.

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As autoridades de Roma devem impor novas regras para scooters elétricas após vários incidentes na cidade. As medidas  que devem entrar em vigor em janeiro de 2023 podem passar por restringir o uso a adultos com identificação, limitar o número de operadores licenciados, de estacionamento e de velocidade permitida.

A notícia avançada pelo “The Guardian” surge depois de, no início do mês, uma turista norte-americana ter causado 25 mil euros em danos ao atirar uma scooter na Escadaria da Praça de Espanha.

O mercado de aluguer de e-scooters cresceu nos últimos anos, com 14.500 veículos atualmente disponíveis na capital italiana, fornecidos por sete operadores licenciados. A nova regra pode vir a reduzir esse número para três.

A polícia de Roma diz que regista uma média de 15 acidentes por mês, segundo a “AFP”.

As autoridades já estão a agir sobre a situação, nomeadamente sobre pessoas que andam nos passeios — e às vezes há mais do que uma pessoa por scooter.

Dezessete pessoas morreram no país nos últimos dois anos após incidentes que envolveram e-scooters, segundo a associação de proteção ao consumidor Codacons.

Roma é “um oeste selvagem, com scooters a irem para onde não devem, muitas vezes com duas pessoas a bordo, e a violar o limite de velocidade”, segundo o presidente da associação, Carlo Rienzi.

Os projetos de lei incluem ainda restrições ao estacionamento e ao limite de velocidade, que será reduzido de 25 km/h para 20 em estradas e seis em áreas pedonais.

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