Se vai andar de avião no Natal e Ano Novo, atenção às greves

Os aeroportos portugueses preparam-se para congelar os voos nesta época natalícia, ameaçando a vinda de muitos portugueses a casa.

As empresas Prosegur e Securitas estão em greve de 27 a 29 de dezembro por falta de novo contrato de trabalho e entre 28 e 30 do mesmo mês, os trabalhadores da Portway e Groundforce também protestam contra o licenciamento da Groundlink, empresa da Ryanair.

Isto significa que os aeroportos portugueses se preparam para congelar os voos nesta época natalícia, ameaçando a vinda de muitos portugueses a casa.

A associação das companhias aéreas RENA, que representa as empresas Aigle Azur, Air France, Brussels AIrlines, Continental Airlines, Euroatlantic, Iberia, TAM, KLM, TAP e TAP Express, Lufthansa, Royal Air Maroc, Sata, Swiss, TACV e Tunisar, apela às entidades que esperem pelo fim da época festiva para o protesto.

“Não pondo em causa o direito à greve dos trabalhadores, as companhias aéreas associadas da RENA estão preocupadas com a calendarização das greves, pois irão ter um impacto negativo na operação aeroportuária numa altura crítica para famílias e para os portugueses, perturbando a vida de milhares de pessoas numa época natalícia, sendo que para muitas pessoas é a única altura do ano que podem visitar a família e entes mais próximos”.

Quanto à greve das empresas de segurança a associação refere que “compete à ANA – Aeroportos de Portugal resolver o tema em termos operacionais e as companhias aéreas esperam que os problemas sentidos no passado não se repitam. É necessário planeamento e intervenção atempada para evitar que os passageiros sejam afetados e que se divulguem instruções claras para que as companhias aéreas possam fazer o seu papel e avisar os seus passageiros”, acrescentando a sua surpresa com o protesto relativo aos conflitos no setor de handling no seguimento do licenciamento de uma empresa da Ryanair já que “já foi criado um grupo de trabalho para estudo do setor, que tem feito reuniões periódicas e que congrega todos os sindicatos, não se percebendo a motivação para o recurso a esta greve na pendência dos trabalhos.”, afirma Paulo Geisler da RENA.

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