Seca. Ministro diz que chuvas de setembro ajudaram, mas é preciso “não baixar a guarda”

“Pode-se dizer que a situação está melhor do que há duas semanas, mas não podemos baixar a guarda”, afirmou o governante durante uma audição com a Comissão de Ambiente e Energia.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

O país depara-se com uma situação de seca e o ministro do Ambiente e Ação Climática, Duarte Cordeiro, assegurou que as chuvas de setembro ajudaram a estancar a perda de água, mas avisou que é preciso não “baixar a guarda”.

“As chuvas de setembro ajudaram a estancar perda da água nas barragens, pode-se dizer que a situação está melhor do que há duas semanas, mas não podemos baixar a guarda”, afirmou o governante durante audição com a Comissão de Ambiente e Energia.

Apesar da cautela a ter, Duarte Cordeiro admite que “as previsões de precipitação normal para o resto do mês e outubro dão-nos algum otimismo bem como a redução de consumo verificado em territórios de risco que identificamos na última reunião de acompanhamento de seca”.

No dia 16 de setembro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) anunciou que nos primeiros 15 dias de setembro se verificou um “desagravamento significativo” da situação de seca meteorológica em todo o território, em especial nos distritos da Guarda, Viseu e Castelo Branco.

Em matérias de seca, Duarte Cordeiro sublinhou também que “o ano hidrológico que termina dentro de uma semana e meia foi excecionalmente seco na Europa e com grande impacto na Península Ibérica”. “Fomos afetados por ondas de calor e vivemos a situação de seca hidrológica mais grave deste século devida às temperaturas e fraca precipitação. Este é o quinto ano seguido com precipitação abaixo da média”, destacou.

O ministro aproveitou a sua intervenção ainda para recordar que desde fevereiro deste ano que o Governo adotou “medidas para mitigar a situação da seca desde a restrição do uso de água para produção de eletricidade até à atualização de apoios financeiros para apoiar as operações de abastecimento de água nos territórios mais afetados”.

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