Sécarte aposta na realidade virtual para responder aos clientes

Sustentabilidade e transição digital são outros dos objetivos traçados para 2023, numa altura em que os efeitos da guerra se fazem sentir no aumento dos preços das matérias-primas utilizadas pela empresa.

De forma a dar continuidade à qualidade do seu trabalho e exigências dos clientes, dando-lhes assim um serviço mais completo, a Sécarte vai implementar a breve prazo, a utilização de óculos de realidade virtual para melhor promover os seus produtos. Sediada em Viseu e fundada em 1972, a empresa dedica-se à produção de mobiliário para cozinhas, roupeiros, closets, casas de banho e farmácias.

“O cliente final é agora mais informado e exigente e por isso os elevados níveis de qualidade têm de ser assegurados, assim como fornecer um serviço personalizado adaptado às necessidades e características de cada um”, explica em declarações ao Jornal Económico (JE), Eduardo Lopes, diretor geral da Sécarte.

Outro dos objetivos para 2023 passa pela transição digital da empresa, dado que a forma como se comunica hoje em dia é totalmente diferente de antigamente. “A presença digital é essencial, quer seja por redes sociais e website, para criar uma relação mais próxima do consumidor final e respectivos fornecedores também.

Permite que haja uma exposição maior da empresa e dos seus respectivos produtos”, refere.

Tema incontornável na Sécarte é também a sustentabilidade, cadavez mais importante na escolha dos materiais, no modo em como são utilizados em termos de responsabilidade e a sua pegada ecológica na produção de todo o mobiliário.

“As empresas têm a missão e o desafio de aumentar a sua competitividade com materiais cada vez mais sustentáveis. Inicialmente o mobiliário era fabricado com madeiras maciças o que fazia com que a quantidade de recursos naturais fosse maior”, afirma Eduardo Lopes, acrescentando que atualmente a Sécarte utiliza apenas materiais eco-friendly, como por exemplo MDF [madeira de fibra de média densidade] e aglomerado de partículas para o interior dos móveis e orlas de madeira e revestimentos com pequenas partes de madeira.

“Estas transformações fazem com que o fabrico de móveis seja mais sustentável para o ambiente. Aproveita-se todas as sobras de mobiliário para reciclagem, assim como todo o lixo de produção. Procura-se sempre arranjar soluções inovadoras e com um menor impacto ecológico”, sublinha.
Para além disso, a empresa está também em processo de montagem de painéis fotovoltaicos nas suas instalações de forma a criar um sistema auto-suficiente a nível energético.

Sobre o ano de 2022, Eduardo Lopes, revela que o balanço é bastante positivo. “Depois de toda a crise sanitária e humanitária que o mundo atravessou ao longo dos últimos anos a Sécarte manteve-se consistente e sempre com um volume de trabalho considerável”, salienta, alertando, no entanto para os efeitos que continuam a fazer-se sentir devido à guerra na Ucrânia.

“Neste último ano houve consideráveis aumentos dos preços das matérias-primas que a Sécarte transforma para o seu mobiliário. Talvez seja o maior desafio, pois a subida tem sido constante, o que faz com que se reflicta no consumidor final. No entanto, esta é uma questão transversal a todas as empresas e que se reflecte nos negócios em 2022”, realça, destacando que a empresa procura captar e integrar novos talentos, dado que estes são os maiores ativos de uma organização.

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