Secretária de Estado do Turismo: “Uma das prioridades do Governo tem sido a manutenção de empregos nesta indústria”

Rita Marques explica que a estratégia para o futuro passa por criar condições para garantir que estes postos de trabalho permanecem e deseja aumentar os incentivos para as viagens a Portugal, assim que as condições da pandemia o permitam.

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O Governo português está empenhado em criar condições para que os postos de trabalho ligados ao sector do turismo se mantenham apesar da pandemia. A garantia foi dada esta quarta-feira, 9 de dezembro, pela secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, durante a ‘7.ª Reunião Virtual do Comité de Crise da Organização Mundial do Turismo’ (OMT), que decorreu pela primeira vez fora de Madrid, na sede do Turismo de Portugal, em Lisboa.

“Uma das prioridades deste Governo tem sido a manutenção de empregos nesta indústria e criar condições para que tal aconteça. A nossa estratégia para o futuro passa por melhorar os apoios para garantir que esses empregos se mantenham”, referiu Rita Marques, após ser confrontada com um estudo da Associação de Hotelaria de Portugal, que dá conta de que 45% dos hotéis portugueses encerraram de forma temporária e alguns poderão mesmo não reabrir.

A secretária de Estado do sector salientou que o Governo tem vindo a trabalhar diariamente com a indústria do turismo, desde que a pandemia chegou a Portugal e traçou os planos para o futuro. “Devemos atuar em duas dimensões: a primeira é a manutenção destes postos de trabalho e dando as garantias às empresas para que tal aconteça, e a segunda passa por assim que as condições o permitam, por incentivar as viagens para Portugal, não só pela Europa, mas por todo o mundo”, frisou.

Questionada sobre se o plano de reestruturação da TAP poderá ter algum impacto no turismo, Rita Marques, assumiu que a situação da companhia aérea do Governo português para com a mesma “não é diferente do que acontece em outros países da Europa que também estão a viver realidades muito idênticas, especialmente no que toca às suas companhias aéreas e à aviação aérea na generalidade”.

Presente nesta reunião esteve o secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, que recusou traçar uma data para a retoma económica do sector, apesar do aparecimento da vacina. “Desde que a pandemia começou nos primeiros dias de março, que a situação muda todos os dias em diversas regiões e países, bem como as expetativas de uma vacina. Alguns especialistas apontavam para uma vacina no outono, outros no inverno, é muito difícil apontar uma data exata”, apontou.

No entanto, o responsável mostra-se otimista para o futuro. “Depois do Reino Unido ter começado o seu processo de vacinação, a União Europeia virá a seguir no início de janeiro, e poderemos encarar o próximo ano de uma forma mais positiva, e com os números do turismo a serem muito melhores do que em 2020”.

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