Secretário da Economia considera que a Madeira tem “os melhores indicadores económicos de sempre”

A expetativa do governante é de que este ano a região melhore esses resultados, atingindo um novo máximo no PIB, e atraindo mais visitantes e comércio.

O secretário regional da Economia, Rui Barreto, considerou que a Região Autónoma da Madeira tem os melhores indicadores económicos de sempre, e que em 2022 a expetativa passa pela melhoria desses resultados.

O governante salientou que entre os indicadores, está o facto da região, em 2021, ter tido “um número recorde de criação de empresas, com o maior número de pessoas ao serviço de empresas privadas, o maior volume de negócios de sempre, o maior excedente bruto de exploração de sempre, assim como os melhores resultados líquidos de sempre”.

O secretário da Economia sublinha que em 2022, a expetativa é que exista uma melhoria desses resultados “com mais visitantes, mais comércio, com o maior número de pessoas empregadas de sempre, 125 mil trabalhadores, assim como a taxa de desemprego mais baixa dos últimos 13 anos, e tudo isto porque estamos a viver, de facto, um ano bom, quer para as empresas, quer para as famílias, graças à performance económica da Região, com repercussões sociais, a começar pela criação de emprego e rendimento dos trabalhadores”.

O governante refere que a região, em 2022, deve atingir um novo máximo no Produto Interno Bruto (PIB), chegando aos 5,6 mil milhões de euros, ultrapassando os 5,1 mil milhões registados em 2019, com um acréscimo de 500 milhões de euros. “São, de facto, números muito bons”, reforçou o secretário da Economia.

“Estes números devem também ser motivo de ânimo para enfrentar o próximo ano, que se prevê de algum arrefecimento económico, fruto da inflação, da subida das taxas de juro e a consequente redução da procura e do consumo privado, ao que se associa, ainda, o previsível agravamento dos custos energéticos, devido ao confronto geopolítico entre a Rússia e a Ucrânia”, disse Rui Barreto.

O governante sublinhou que os bons resultados, que são comprovados, por uma série de entidades independentes, resultam de vários factores como por exemplo: “a capacidade de adaptação, das oportunidades que os empresários conseguiram agarrar, da confiança no ambiente económico, na trajetória de desagravamento fiscal, de oportunidades que aproveitámos e que nos posicionámos para o efeito”, mas também dos apoios desencadeados pelo executivo madeirense.

“O ‘lay-off’ foi importante, assim como as moratórias e os apoios que o Governo Regional mobilizou, por isso é que surgem todos estes bons indicadores, reconhecidos pelos especialistas que fizeram o tratamento estatístico independente na base da informação financeira produzida pelas empresas”, diz Rui Barreto.

O governante apelou a que as empresas apostem na eficiência energética sublinhando que “empresas mais eficientes, com maior autonomia energética, empresas que investem em processo de otimização, simplificação e digitalização, são empresas com maior capacidade para enfrentar as dificuldades que se avizinham”.

Rui Barreto aproveitou a presença do ministro das Finanças, Fernando Medina, na Região, para referir que “está a par do bom relacionamento existente entre o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, e o ministro das Finanças”, tendo manifestado o desejo de que esse bom relacionamento seja, também, “um factor impulsionador” para uma “justa revisão” da Lei de Finanças Regionais.

O governante salientou que seria importante que essa “ponte” permitisse “à Região ter instrumentos para aprofundar a autonomia fiscal, criar condições para aumentar a competitividade e o crescimento sustentado da economia da Madeira, porque também aqui, no Atlântico, se faz Portugal. Porque os bons resultados que obtivermos, como temos vindo a obter, são resultados que fazem crescer a Madeira e fazem crescer Portugal”.

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