Sector dos casamentos pede regresso das celebrações em março

A entidade pede a utilização de testes rápidos, uma vez que estes mesmos testes foram viabilizados e legitimados para visitar a lares e outras instituições, ou que estes testes possam ser substituídos “por outra iniciativa que se considere melhore, de acordo com a evolução do estado da arte”.

A indústria dos casamentos tem atravessado momentos de incerteza após verificar uma interrupção da sua atividade desde março. Com mais de 90% da faturação perdida perante a crise sanitária, o Movimento de Empresas do Sector do Casamento (MESC) pede a retoma das celebrações no próximo mês de março.

“Este sector apresenta algumas particularidades no seu funcionamento. É uma atividade sazonal, compreendida entre os meses de março e outubro. Já está praticamente parada desde outubro de 2019 e necessita de começar a trabalhar a partir de março 2021, senão corre o risco de desaparecer”, alerta o MESC em comunicado.

A entidade pede a utilização de testes rápidos, uma vez que estes mesmos testes foram viabilizados e legitimados para visitar a lares e outras instituições, ou que estes testes possam ser substituídos “por outra iniciativa que se considere melhore, de acordo com a evolução do estado da arte”.

De forma a retomar as celebrações, o sector reuniu várias medidas de segurança sanitárias que considera que podem ser implementadas para mitigar o contágio durante os casamentos, entre as quais a “demonstração de imunidade relativamente a SARS-CoV-2, através de um teste serológico positivo, ou comprovativo de vacinação”, “demonstração de ausência de infeção com apresentação de teste negativo num prazo inferior a 72 horas antes do evento”, com recurso à “profilaxia” ou “outras formas de prevenção da disseminação” antes da vacinação ou da “implantação de um guia de medidas sanitárias a nível nacional para a realização de um casamento”.

A indústria pede ainda a retoma do sector devido aos trabalhadores que ficaram em lay-off desde que a pandemia começou, existindo sete mil empresas e 150 mil pessoas que obtém rendimento direto em risco. O MESC aponta ainda, em comunicado, que a paragem sem previsão de retoma significa a “destruição de um tecido empresarial com enormes dificuldades em ressurgir”.

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