Sector Empresarial da Madeira apresenta lucro de 7,5 milhões de euros no segundo trimestre

O passivo do SERAM reduziu 1,9% face ao segundo trimestre de 2021, ou seja menos 26,3 milhões de euros. A dívida financeira total do SERAM (que inclui suprimentos da RAM) também baixou 6,1%, o que representa uma redução de 53 milhões de euros, enquanto a dívida comercial caiu 8,9%, ou seja, menos 17,3 milhões de euros.

O Sector Empresarial da Região Autónoma da Madeira (SERAM) teve lucro de 7,5 milhões de euros, no segundo trimestre deste ano, uma melhoria de 36,2% face ao período homólogo, indicam os dados da Secretaria Regional das Finanças.

No trimestre homólogo o resultado líquido agregado tinha sido de 5,5 milhões euros, pelo que houve um aumento de dois milhões de euros.

“O resultado líquido positivo de 7,5 milhões de euros é explicado por um EBITDA de 81,2 milhões de euros que, abatido dos gastos de depreciações, amortizações e imparidades no valor de 61,1 milhões de euros, originou um EBIT de 20,1 milhões de euros, acrescido de um resultado financeiro negativo de oito milhões de euros e da dedução do imposto sobre o rendimento do período de 4,6 milhões de euros”, refere o Relatório Trimestral do Setor Empresarial da Região Autónoma da Madeira (SERAM), relativo ao segundo trimestre de 2022.

O Relatório destaca também o aumento de 11,2% da situação líquida do SERAM, no valor de 105,9 milhões de euros.

As empresas públicas regionais foram as principais responsáveis por esta situação, contribuindo com mais 35,3 milhões de euros, ou seja mais 12%, resultantes do aumento de 34,8 milhões de euros em volume de negócios, e de 2,3 milhões de euros em outros rendimentos, contrabalançando com a quebra de 1,8 milhões de euros em subsídios à exploração.

As empresas participadas regionais registaram um aumento, no mesmo período, de cerca de 0,6 milhões de euros, ou seja, mais 2,2%,consequência do acréscimo em outros rendimentos e em volume de negócios.

O volume de negócios cresceu 12,4% em cerca de 34,8 milhões de euros. O aumento do volume de negócios nas empresas públicas regionais deveu-se principalmente à empresa EEM, derivado da recuperação da atividade económica, que despoletou um maior consumo de energia.

Relativamente ao acréscimo do volume de negócios, nas empresas participadas regionais, foi a empresa Concessões Rodoviárias da Madeira (VIALITORAL) que contribuiu para este aumento, sendo essencialmente explicado pela recuperação da atividade económica, que motivou um aumento no tráfego, contrariamente ao verificado no primeiro trimestre de 2021, em que houve uma grande quebra, devido à situação epidemiológica da Covid-19 e respetivas medidas excecionais e temporárias decretadas pelo Governo Regional.

O total do ativo do SERAM aumentou cerca de 79,6 milhões de euros, mais 3,4% em relação ao período homólogo, que resultou essencialmente do aumento de cerca de 100 milhões de euros (mais 4,6%) nas empresas públicas regionais, contrabalançando com uma diminuição de 20,4 milhões de euros (menos 10,9%), nas empresas participadas regionais.

Os maiores acréscimos do ativo, face ao período homólogo do ano anterior, aconteceram na ARM, com mais 59,5 milhões de euros, na EEM, com mais 32,5 milhões de euros e no IHM, com mais 30,8 milhões de euros, todas empresas públicas regionais.

Já os maiores decréscimos do ativo, face ao período homólogo do ano anterior, verificaram-se no SESARAM, com menos 16,3 milhões de euros, na Concessionária de Estradas Viaexpresso da Madeira (VIAEXPRESSO), com menos 16 milhões de euros e na APRAM, com menos 7,7milhões de euros, duas empresas públicas regionais e uma empresa participada regional.

O passivo do SERAM reduziu 1,9% face ao segundo trimestre de 2021, ou seja menos 26,3 milhões de euros. A dívida financeira total do SERAM (que inclui suprimentos da RAM) também baixou 6,1%, o que representa uma redução de 53 milhões de euros, enquanto a dívida comercial caiu 8,9%, ou seja, menos 17,3 milhões de euros.

Já o investimento do SERAM aumentou 1,7 milhões de euros, mais 4,3% face ao período homólogo.

“Em comparação com o período homólogo do ano anterior, o investimento nas empresas públicas regionais registou um acréscimo de 1,8 milhões de euros (mais 4,4%) e nas empresas participadas regionais registou uma redução de 0,1 milhões de euros (menos 37,6%), quando comparado com o período homólogo do ano anterior”, aponta o relatório.

O relatório realça que houve investimento em quinze entidades do SERAM, que se concentrou essencialmente em seis
empresas: na Empresa de Eletricidade da Madeira (EEM), com 17,9 milhões de euros, nos Horários do Funchal (HF), com 8,9 milhões de euros, na Águas e Resíduos da Madeira (ARM), com 5,3 milhões de euros, na Empresa de Gestão do Sector da Banana (GESBA), com três milhões de euros, no Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM), com 2,9 milhões de euros, e no Investimentos Habitacionais da Madeira (IHM), com 1,4 milhões de euros, todas empresas públicas regionais.

O resultado bruto (EBITDA) aumentou 13,5% em cerca de 9,7 milhões de euros.

A Região tem participações diretas em 19 empresas, onze das quais são detidas na sua totalidade (100% do capital social). A RAM tem ainda seis participações totalmente por via indireta, e três participações por via direta e indireta. Pelas suas particularidades, há ainda a destacar o caso das empresas VIALITORAL e VIAEXPRESSO, empresas sobre as quais a Região detém participações minoritárias (20%), e que pelas suas caraterísticas se enquadram no conceito de parcerias público-privadas (PPP).

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