“Segunda volta? Pode não haver”, admite Marcelo Rebelo de Sousa

Quando era comentador político achava inevitável uma segunda volta, mas neste momento admite que possa não haver

“Pode não haver segunda volta”, admitiu Marcelo Rebelo de Sousa em declarações aos jornalistas antes de uma audiência com a Confederação do Comércio e Serviços, e questionado sobre se acredita numa segunda volta nas eleições presidenciais, respondendo que quando era comentador político achava que esse era um cenário inevitável, mas agora mudou de ideias

Sobre a data para a qual foram marcadas as eleições presidenciais, o candidato a Belém considerou que esta é razoável, realçando que “pareceria muito insensato ser mais tarde porque se houvesse algum problema jurídico no processo eleitoral não haveria muito tempo até 9 de março”.

“O novo Presidente toma posse no dia 9 de março. Em teoria ao menos há uma segunda volta que tem que se realizar três semanas depois. 24 de janeiro dá segunda volta a 14 de fevereiro”, elencou, considerando que Cavaco Silva “decidiu na linha do que têm sido as últimas eleições que é à volta de 20 de janeiro”.

Sobre se gostaria de ter o apoio do PSD numa primeira volta, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que a sua candidatura “é independente” e que está “aberto a todos os apoios”, não pedindo “apoios a ninguém”, sejam eles partidos ou grupos de cidadãos, mas aceita quem o quiser apoiar.

“Mas isso não retira um milímetro à independência da minha candidatura porque também disse mais de uma vez: o Presidente não é um líder partidário. O Presidente existe para unir os portugueses e para representar todos os portugueses”, assegurou.

OJE

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