Segurança Privada cresce há sete anos e fatura 945 milhões de euros em 2021

A atividade de vigilância continua a gerar a maior fatia das receitas: 668 milhões de euros, o que representa 71% do total.

Carlos Barria/Reuters

O setor da segurança privada mantém crescimentos há sete anos consecutivos e em 2021 atingiu os 945 milhões de euros, mais 3,4% que no ano anterior, revela a Informa D&B.

Segundo esta empresa especializada na oferta de informação e conhecimento sobre o tecido empresarial, “um contexto económico desfavorável quer para as empresas quer para os indivíduos afetará o setor em 2022, sendo de prever uma contenção neste crescimento, bem como a continuação de uma concorrência intensa entre os operadores para manter as quotas de mercado, o que se
refletirá numa forte pressão sobre os preços”.

Dentro do setor da segurança privada, a atividade de vigilância continua a gerar a maior fatia das receitas. Em 2021, o volume de negócios neste segmento aumentou 3,6%, situando-se em 668 milhões de euros, cerca de 71% do total.

De acordo com a da Informa D&B, as receitas provenientes da instalação, manutenção e gestão de sistemas de segurança também apresentaram um desempenho favorável, tendo aumentado 3,4%, para os 215 milhões de euros, o que representa quase 23% do valor total do mercado.

O segmento de transporte de valores registou um volume de negócios de 62 milhões de euros, o que equivale a um crescimento de 1,6%, afetado pela sua elevada maturidade, referem ainda os dados.

O retrato da segurança privada traçado pela Informa D&B. revela ainda que em Setembro de 2022, havia 86 empresas com a correspondente licença administrativa do Ministério da Administração Interna para prestar serviços de segurança privada em Portugal, o mesmo número do que ano anterior, mas menos 24 do que em 2012. O distrito de Lisboa, com 40 operadores, representava cerca de 47% do total. Por seu lado, o distrito do Porto acolhe 15 empresas (17% do total) e os de Faro e Braga cerca de 9% e 6%, respetivamente. E a oferta setorial carateriza-se por um elevado grau de concentração empresarial. Em 2021, os cinco principais operadores detinham cerca de 52% do volume de negócios total.

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