“Sem demoras”. Finlândia vai avançar com candidatura à NATO (com áudio)

Desde que o país de Vladimir Putin invadiu a Ucrânia, a 24 de fevereiro, o apoio público à adesão cresceu até aos 80% em algumas sondagens, face aos 30% pré-conflito. 

(L-R) Sweden’s Defence Minister Peter Hultqvist, Sweden’s Minister for Foreign Affairs Ann Linde, Finland’s Minister for Foreign Affairs Pekka Haavisto and Finland’s Defence Minister Antti Kaikkonen pose during a photo call in Stockholm, Sweden, where they meet for talks on European security on February 2, 2022. – Sweden OUT (Photo by Paul Wennerholm / TT News Agency / AFP) / Sweden OUT (Photo by PAUL WENNERHOLM/TT News Agency/AFP via Getty Images)

A Finlândia anunciou, esta quinta-feira, a sua intenção de avançar com o processo de adesão à NATO e que a candidatura deve acontecer “sem demoras”.

O anúncio foi realizado pelo presidente, Sauli Niinisto, e pela primeira-ministra, Sanna Marin, da Finlândia ao dia de hoje. Este era um passo esperado desde que a Rússia invadiu a Ucrânia e que já tinha sido muito falado.

“A adesão à NATO fortaleceria a segurança da Finlândia. Enquanto membro da NATO, a Finlândia poderia fortalecer toda a sua linha de defesa. A Finlândia deve candidatar-se à NATO sem demoras. Esperemos que os passos a serem dados nacionalmente sejam dados nos próximos dias”, apontaram os líderes do país nórdico.

Quando primeiramente se abordou a possibilidade da Finlândia se juntar à Aliança Atlântica, a Rússia condenou fortemente o país, uma vez que se iria juntar à entidade militar liderada pelos Estados Unidos. É importante relembrar que a Finlândia faz fronteira com o norte da Rússia.

“Nesta primavera, aconteceu uma importante discussão sobre a possível adesão da Finlândia à NATO. Foi preciso tempo para que o parlamento e a sociedade determinassem as suas opiniões sobre o tema”, escrevem os líderes em comunicado conjunto.

Desde que o país de Vladimir Putin invadiu a Ucrânia, a 24 de fevereiro, o apoio público à adesão cresceu até aos 80% em algumas sondagens, face aos 30% pré-conflito.

Para que a adesão decorra com conformidade, o parlamento finlandês tem de aprovar o princípio de união e os obstáculos legislativos devem ser eliminados. Só então se espera que a NATO convide, formalmente, a Finlândia a negociar a sua adesão à aliança.

De recordar que também a Suécia, país vizinho da Finlândia, se tem mantido neutro durante toda a invasão mas também se encontra a analisar uma potencial adesão. Analistas indicam mesmo que a Suécia deve anunciar nos próximos dias a sua intenção de se juntar à Aliança Atlântica por um processo semelhante ao país vizinho.

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