PremiumSergey Lavrov: um amigo de Portugal dos tempos de uma outra troika

O ministro deixou a Indonésia umas horas antes de um míssil de origem russa ter caído na fronteira entre a Ucrânia e a Polónia, desgraçadamente do lado polaco. Excelente para as teorias do caos

Curiosamente, o poderoso ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, é um velho conhecido de Portugal: enquanto embaixador permanente do seu país nas Nações Unidas, fez parte da troika – juntamente com os Estados Unidos e Portugal – que tinha por função observar de perto o andamento dos primeiros passos da jovem república de Angola nos tempos conturbados da guerra civil e de determinar as sanções importas à UNITA quando o movimento rompeu o que parecia ser um entendimento crescente entre as forças em negociação.

Nesse quadro, Lavrov primava pela inteligência superior, pelo sentido de humor, pelas posições equilibradas, pelo gosto em tratar com os portugueses e por vestir bem. Era visita de casa do embaixador Francisco Seixas da Costa ao tempo em que convergiram em Nova Iorque e dava-se muito bem com o embaixador António Monteiro. Tudo isso foi há uns anos, mas num mundo muito diferente: a Rússia deixou de ser um aliado potencial dos Estados Unidos, o fosso entre a Europa e a ex-União Soviética cavou-se outra vez – apesar de já não estar cheio de mísseis apontados ao inimigo – e a Ucrânia foi invadida. E Jonas Savimbi morreu.

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