“Seria impossível que Governo meu tivesse tanta falta de vergonha”

O líder do PSD apontou segunda-feira a aprovação do Orçamento para 2017 como o momento em que “cairá a máscara ao PS”, acusando os socialistas de não quererem qualquer entendimento que não passe pelo PCP e pelo BE.

Cristina Bernardo

“O PS não quer, não está disponível, não deseja nenhum entendimento, nem sobre os aspetos mais estruturais ou estruturantes da sociedade portuguesa que não passem pelo PCP e pelo BE e, portanto, não passarão por nós certamente, isso ficou provado nesta discussão parlamentar”, afirmou o presidente social-democrata, Pedro Passos Coelho, numa intervenção no encerramento das “Jornadas Consolidação, Crescimento e Coesão”, organizadas pelo partido a propósito do Orçamento do Estado para 2017.

Classificando como “conversa fiada” as críticas socialistas à ausência do PSD na discussão do Orçamento e no debate dos grandes consensos nacionais, Passos Coelho disse que terça-feira, quando for aprovado no parlamento a proposta orçamental para 2017, “cairá a máscara de toda esta conversa simulada de que é uma pena o PSD estar preso ao passado e é uma pena o PSD estar ressabiado”.

“Creio que esgotámos aquilo que é a capacidade para ir ao encontro de uma solução de consenso. Esgotámos, não porque não tenhamos vontade de encontrar esses consensos, é porque o PS, como se percebeu da discussão do Orçamento, não está interessado, não quer, mas não quer mesmo”, vincou.

Entre os ataques ao Governo, o presidente social-democrata acusou ainda o executivo socialista liderado por António Costa de “muita demagogia, muito populismo e, sobretudo, um descarado eleitoralismo”.

Confessando que teria “vergonha” de ser primeiro-ministro num Governo que trabalhasse nestes termos, Passos Coelho falou mesmo em “falta de decoro”.

“Seria impossível que algum Governo que eu liderasse se comportasse com tanta falta de vergonha. Ninguém, nem nos partidos que hoje apoiam o Governo, nem na comunicação social, se calariam se um governo chefiado por nós tivesse a falta de decoro de agir nestes termos”, disse.

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