Serviços, hotéis e restaurantes podem aderir ao Portugal Sou Eu

O selo Portugal Sou Eu vai ser alargado aos serviços, incluindo assim a restauração e a hotelaria, passando a AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal a fazer parte do conselho estratégico do programa. Também a APED – Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição entra para o conselho estratégico, como forma de […]

O selo Portugal Sou Eu vai ser alargado aos serviços, incluindo assim a restauração e a hotelaria, passando a AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal a fazer parte do conselho estratégico do programa. Também a APED – Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição entra para o conselho estratégico, como forma de incentivar as grandes superfícies a aderirem ao selo. O anúncio vai ser feito publicamente no próximo dia 27 de novembro.

Segundo o secretário de Estado Adjunto e da Economia, Leonardo Mathias, em declarações ao OJE, o “Instituto Português da Qualidade (IPQ) criou uma norma que já está aprovada e que vai ser anunciada brevemente, a 27 de novembro. Para os estabelecimentos da restauração e hotelaria, vai ser definido um cabaz de produtos que têm de ter o selo Portugal Sou Eu. Se aquele estabelecimento utilizar aqueles produtos vai poder aderir ao programa”.

Para dinamizar o programa, o Ministério da Economia vai fazer um fórum Portugal Sou Eu, em finais de novembro, onde “ vamos ter uma cerimónia com os presidentes da AIP, da AEP, da CAP, onde iremos ouvir as suas análises, temos um estudo sobre grandes empresas e redes de fornecedores, da PricewaterhouseCoopers, que vai ser apresentado, temos também um estudo do professor Augusto Mateus sobre incorporação nacional e o impacto que tem na economia e temos também a grande distribuição que vai aprsentar casos de sucesso do Portugal Sou Eu”, diz o secretário de Estado Adjunto e da Economia.

Leonardo Mathias explica que, em conjunto com o conselho estratégico, vai redefinir o “novo modelo de governação do Portugal Sou Eu, que pretende ser o mais inclusivo possível, onde obviamente a AHRESP vai entrar, através dos estabelecimentos, a APED vai também passar a fazer parte e portanto garantir que os seus associados entrem, enfim, outras entidades terão as portas abertas. O que se pretende é que o Portugal Sou Eu dois, digamos assim, seja totalmente aberto à economia e à sociedade civil”.

O mesmo responsável explica que o que quer do “plano original do Carlos Coelho, da Ivity Brand, especialista em marcas, é mesmo como ele dizia, e cito, mais do que um sistema de identidade, Portugal Sou Eu é uma convocatória agregadora de vontades, afetos e ações de todos os portugueses, produtos, lugares, coisas, pessoas, sem exceção. Portanto, é um catalizador emocional que nos convoca a todos pelo objetivo de cada português”.

O governante adianta que o programa, lançado pelo Governo no tempo do ministro Álvaro Santos Pereira e que veio substituir o Compro o Que é Nosso – liderado pela AEP –, conta “já com 2403 produtos que têm o selo, de 290 empresas, 56% destas empresas são da indústria transformadora – 18% do comércio e 20% da agricultura – e 58% são micro empresas”, afirma o secretário de Estado Adjunto e da Economia, Leonardo Mathias.

“São pessoas que estão a lançar o seu produto, o seu negócio, e percebem a vantagem de ter o selo”, diz o governante em declarações ao OJE, adiantando que 52% dos produtos são alimentares e que os dados avançados são de 29 de setembro.

Leonardo Mathias realça ainda o facto de que “74% destes produtos têm uma patente portuguesa, são produto de investigação, de valor acrescentado português”.

SÓ SONAE ADERIU
No entanto, entre as grandes superfícies apenas a Sonae aderiu, com os seus produtos, ao programa. Segundo apurou o OJE, deve-se ao facto de o programa Portugal Sou Eu obrigar à certificação produto a produto. Só a Sonae tem cerca de 700 marcas próprias e o Lidl cerca de 500, o que dificulta o processo. Por outro lado, a Sonae pode ter-se antecipado à sua concorrência, garantindo o selo para os seus produtos, e levando outras grandes cadeias, como o Pingo Doce, a repensarem o assunto. “A questão é que o Portugal Sou Eu é uma marca que é aglutinadora e talvez a Jerónimo Martins tenha outro tipo de estratégia de marketing”, diz um especialista ligado às grandes superfícies.

Uma coisa é certa, Leonardo Mathias refere que “todos têm produtos com selo nas suas prateleiras. Nós não nos metemos na estratégia comercial de ninguém”. Mas o governante espera contar com o apoio da APED para incentivar os seus associados.

Carlos Caldeira

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