Setor financeiro dá ganhos modestos a Wall Street

É o quinto dia consecutivo de subidas nos principais índices norte-americanos, que estão no ‘verde’ desde que os Estados Unidos e a China chegaram a uma primeira fase do acordo comercial.

Reuters

A Bolsa de Nova Iorque fechou a sessão desta terça-feira, dia 17 de dezembro, em terreno positivo e com mais recordes, apesar dos ganhos terem sido modestos. É o quinto dia consecutivo que os mercados financeiros norte-americanos estão em alta, ainda a digerir a boa notícia de que os Estados Unidos e a China chegaram a uma primeira fase do acordo comercial na sexta-feira.

Os três principais índices norte-americanos encerraram no ‘verde’, com o industrial Dow Jones a somar 0,11% para os 28.267,16 pontos, o financeiro S&P 500 a ganhar 0,03%, para os 3.192,52 pontos, o tecnológico Nasdaq a avançar 0,10%, para os 8.823,36 pontos. Já o Russel 2000 ficou marcado por uma valorização de 0,49%, para 1.657,50 pontos.

Os bancos e empresas que dependem de gastos do consumidor lideraram as subidas em Wall Street. Por exemplo, os títulos do Goldman Sachs avançaram 1,36%, para 231,15 dólares.

Os indicadores económicos que foram divulgados – imóveis e indústria – também aumentaram a confiança dos investidores sobre a economia norte-americana. “As casas em início de construção aumentaram 3,2% em novembro para os 1.314 milhões, uma variação superior aos 2,3% esperados pelos economistas. Também as licenças de construção identificaram um bom desempenho do mercado imobiliário, já que registaram um crescimento de 1,4%, para os 1.482 milhões (o nível mais elevado desde maio de 2007), face a uma diminuição esperada de 2.90%”, explicam os analistas do CaixaBank/BPI Research, que dizem que favorecer este comportamento estiveram as reduzidas taxas do crédito à habitação.

Em relação ao petróleo, a cotação do barril de Brent sobe 0,63%, para 65,75 dólares, enquanto a cotação do crude WTI avança 0,45%, para 60,41 dólares por barril. Quanto ao mercado cambial, o euro aprecia 0,05% face ao dólar (1,1147) enquanto a libra esterlina tomba 1,55% perante a divisa dos Estados Unidos (1,3154), face à notícia de que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, não descarta a hipótese de um ‘Brexit’ sem acordo.

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