Sindicato chega a pré-acordo com RTP sobre congelamento salarial. Resultado “não é o desejado, mas é positivo”

O STT dá acordo de princípio com a RTP quanto à revisão do AE 2022, após congelamento salarial nos últimos dois anos. Acordo prevê aumentos em toda a tabela salarial com efeitos a 1 de janeiro deste ano e mexidas nos subsídios de refeição a partir de 2023.

O Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT) chegou a um acordo de princípio com a RTP sobre as negociações do AE 2022, avisa em comunicado. O pré-acordo prevê um aumento de 20,50 euros na tabela salarial com efeitos retroativos desde 1 de janeiro deste ano e antecipa mexidas nos subsídios de refeição, em locais não abrangidos por cantina.

Além destas medidas, está assente o compromisso “de negociar a segunda refeição, em jornadas iguais ou superiores a 12 horas de trabalho contínuas, desde que abranja dois períodos de refeição” já a partir de 1 de janeiro do próximo ano. Este compromisso, diz o STT, é a “resposta do Conselho de Administração (CA) a uma reinvidicação muito importante para os associados” do grupo sindical.

No comunicado enviado, o STT assinala que só aceitou dar o pré-acordo porque os aumentos salariais “são em todos os níveis da tabela”. Recorde-se que desde 2020 que impera um congelamento salarial na televisão pública.

O sindicato diz ainda que a decisão chega “praticamente sete meses depois da entrega ao CA da RTP” da proposta conjunta, que foi assinada por todos os sindicatos no final de 2021, mas que o resultado alcançado “não é o que o STT desejava, nem o que os trabalhadores da RTP mereciam”. Ainda assim, a entidade sindical que representa os trabalhadores do sector audiovisual e das telecomunicação diz que é um resultado “positivo e que vai na direção certa”.

Em nota, o sindicato aponta ao dedo ao Governo de António Costa, enquanto Acionista Estado e “face aos constrangimentos financeiros na RTP e à conjuntura política”.

Ultrapassada a negociação, o STT diz que se vai agora centrar nas carreiras, no reenquadramentos pendentes e no “combate” à precariedade, sublinhando que, na estação pública, “um posto de trabalho permanente tem de corresponder a um contrato de trabalho efetivo com a empresa”.

“A reposição do poder de compra perdido pelos trabalhadores, que não foi possível recuperar nesta negociação, continuará a ser uma reivindicação que o STT pretende obter em 2023”, diz o comunicado.

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