Sindicato Independente dos Médicos vai questionar Ministério Público sobre agressão a médica

O SIM realça que irá esta segunda-feira questionar o Ministério Público sobre o que irá fazer relativamente a este caso. Em comunicado, o SIM sublinha o seu “veemente protesto por, mais uma vez, este crime público ser encarado por parte de alguns protagonistas do sistema de justiça com alguma ligeireza restituindo o agressor à liberdade e perpetuando o sentimento de impunidade”.

O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cunha, condenou a agressão de uma médica este sábado em Setúbal. Em declarações à rádio “TSF”, este responsável considerou que não só é necessário criar condições de segurança, mas também “treinar os profissionais de saúde para gerir o stress de trabalhar no SNS”.

O SIM realça que irá esta segunda-feira questionar o Ministério Público sobre o que irá fazer relativamente a este caso. Em comunicado, o SIM sublinha o seu “veemente protesto por, mais uma vez, este crime público ser encarado por parte de alguns protagonistas do sistema de justiça com alguma ligeireza restituindo o agressor à liberdade e perpetuando o sentimento de impunidade”.

O Ministério da Saúde condenou “todos os atos de violência” contra os profissionais de saúde depois de uma médica ter sido agredida quando assegurava o Serviço de Urgência do Hospital de São Bernardo, em Setúbal.

“Ao tomar conhecimento da agressão ocorrida no Serviço de Urgência do Hospital de Setúbal contra uma profissional de saúde, o Ministério da Saúde reitera a condenação de todos os atos de violência, nomeadamente contra os profissionais que se encontram no exercício de funções assistenciais”, afirma num comunicado publicado no Portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O caso de agressão contra a médica, ocorrido na sexta-feira, também foi condenado pela Ordem dos Médicos, que exigiu uma “intervenção urgente” do Ministério da Saúde, do Ministério Público e de outras entidades.

Em comunicado divulgado no sábado, a Ordem dos Médicos considera o ocorrido “absolutamente inaceitável”, lembra que configura crime público e pede intervenção urgente das entidades governamentais e judiciárias.

“A nossa primeira palavra de solidariedade é para com a nossa colega violentada em pleno local de trabalho. Não é de todo aceitável que quem está a salvar vidas não veja a sua própria vida devidamente protegida”, refere o bastonário da OM, Miguel Guimarães.

A OM alerta que os casos de violência contra profissionais de saúde estão a aumentar e lamenta que “este aumento exponencial da violência seja mais um sinal de que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não está bem”.

O aumento dos casos de violência e de ‘burnout’ levou a OM a criar em maio o Gabinete Nacional de Apoio ao Médico.

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) também condenou o ato e manifestou a sua solidariedade com “a médica barbaramente agredida”, que acabou por ter de ser operada de urgência a lesão oftalmológica no Hospital de São José.

Em comunicado publicado no site, o SIM manifesta o seu “veemente protesto por, mais uma vez, este crime público ser encarado por parte de alguns protagonistas do sistema de justiça com alguma ligeireza restituindo o agressor à liberdade e perpetuando o sentimento de impunidade”.

O SIM defende a necessidade de os médicos tomarem medidas que possam prevenir e dissuadir este tipo de comportamentos, tendo elaborado para os seus associados instruções sobre o que fazer em caso de violência praticada contra os trabalhadores médicos. “Será de equacionar ainda que em situações semelhantes os médicos ao serviço interrompam a sua atividade – à exceção dos doentes laranja e vermelhos – em solidariedade para com as vítimas e até que estejam restabelecidas plenas condições de segurança”, afirma no comunicado. Segundo noticiou o Correio da Manhã, a médica, de 65 anos, foi esbofeteada e espancada, e teve que ser operada a um olho, depois de ter sido agredida por uma mulher de 25 anos, que ficou em liberdade apesar de ter espancado violentamente a médica que a atendeu na Urgência do Hospital de São Bernardo, Setúbal.

A agressão, de acordo com o jornal, resultou do facto da médica ter informado a agressora de que não estava grávida e que, por isso, poderia aguardar pelo exame na sala de espera.

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