Sindicato STOP acompanha ministro da Educação em críticas ao Chega

“Esta grande luta, greve, de todos os profissionais da educação é uma mobilização totalmente apartidária e não aceitamos este tipo de oportunismo e aproveitamento vergonhoso”, refere o STOP este sábado.

O Sindicato de Todos os Profissionais de Educação (STOP), em braço de ferro com o Governo, acompanhou hoje o ministro da tutela, João Costa, nas críticas ao Chega, acusando o partido de “aproveitamento” e “oportunismo”.

“Esta grande luta, greve, de todos os profissionais da educação é uma mobilização totalmente apartidária e não aceitamos este tipo de oportunismo e aproveitamento vergonhoso”, refere o STOP em comunicado, repudiando “o aproveitamento que o partido Chega faz da sigla STOP” e o “assumir como suas as reivindicações dos docentes e não docentes”, numa “tentativa torpe de obter ganhos políticos”.

“Não esquecemos que no programa original deste partido se defendia a extinção do Ministério da Educação e a privatização total do sistema de ensino português. Não tenhamos ilusões: o facto de estas propostas terem sido alteradas é mais uma prova de oportunismo eleitoral e não uma alteração de pensamento”, critica o STOP.

Na quinta-feira, num debate de urgência no parlamento sobre “greves e reivindicações dos professores”, requerido pelo Chega, o ministro da Educação, João Costa, disse que o partido está “apenas a navegar a onda do descontentamento”, assinalando que o programa eleitoral do Chega não menciona “nada, rigorosamente nada” sobre as carreiras dos professores, na origem dos seus protestos e greves.

Segundo João Costa, o programa do Chega “volta a afirmar a vontade de fazer da escola pública apenas uma oferta, com o explícito, e aí bem referido, propósito de desviar dinheiros públicos para as escolas privadas”.

“Como já se fez no passado no tempo em que o senhor Ventura ainda era militante do partido que governava com muito orgulho, e em devido tempo corrigido pelo PS”, sublinhou, numa alusão aos tempos em que o presidente do Chega, André Ventura, era militante do PSD.

Durante o debate, André Ventura responsabilizou o ministro da Educação pela greve dos professores e acusou-o de ser “servente do ministro das Finanças”, apontando-lhe a saída do cargo caso não consiga resolver os problemas.

Utilizando a sigla do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação, o presidente do Chega afirmou, dirigindo-se a João Costa: “STOP à degradação das carreiras, STOP à sua arrogância ministerial, STOP à perda do poder de compra, STOP à indisciplina e às agressões que os professores sofrem, STOP ao rumo destrutivo que o Governo quer criar, STOP em nome dos professores, do ensino e em nome da escola que o Governo quer destruir”.

 

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