Sindicatos bancários mantêm proposta de revisão salarial para trabalhadores do BCP

Os sindicatos consideram que a proposta do BCP “não é suficiente, nem ajustada à realidade”. E prometem continuar a lutar por uma “atualização justa” para os bancários do banco liderado por Miguel Maya.

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) e o Sindicato Independente da Banca (SIB) reuniram-se novamente com o BCP, afirmando manter a proposta de revisão salarial para os colaboradores do BCP por considerarem uma “atualização mais justa para os trabalhadores”.

Em causa está a negociação da “revisão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para 2022, no que diz respeito à atualização dos salários, pensões, cláusulas de expressão pecuniária e de clausulado”, indicam os sindicatos bancários num comunicado divulgado esta segunda-feira.

“As negociações quanto ao clausulado deste ACT mantêm-se e as propostas de ambas as partes para a revisão salarial, pensões cláusulas de expressão pecuniária vão continuar uma vez que os dois sindicatos continuam a defender uma atualização mais justa para os trabalhadores”, referem o SNQTB e o SIB, recordando que não aceitaram a proposta do grupo.

O BCP propôs uma atualização das tabelas de 1,1% até ao nível 13 e de 0,7% para os níveis 14 a 20, bem como de 1,1% para as cláusulas de expressão pecuniária e de 10,50 euros de valor diário para o subsídio de almoço.

“Esta proposta do BCP não é suficiente, nem ajustada à realidade, conforme os últimos desenvolvimentos económicos e financeiros, em especial a taxa de inflação (9,3% em agosto), isto além do aumento exponencial dos custos da energia (24%) e dos produtos alimentares (15%)”, salientam os sindicatos.

De acordo com estas entidades, “esta situação, que afeta gravemente os bancários, no ativo e na reforma, conjugada com os resultados muito positivos do BCP, justificam e exigem uma revisão da tabela salarial, das pensões e cláusulas de expressão pecuniária para 2022, justa e adequada à realidade, sem prejuízo de outras medidas do BCP que possam mitigar o aumento do custo de vida”.

Na semana passada, os dois sindicatos avançaram com uma proposta de aumento de 5,5% para a tabela salarial, pensões de reforma, de sobrevivência e cláusulas de expressão pecuniária e ainda com “o aumento para o subsídio de refeição para o valor de 11 euros/dia”.

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