Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro e empresa Verallia Portugal fecham aumento de 140 euros/mês

A partir de 1 de janeiro, o salário mais baixo da tabela salarial nesta empresa de fabrico e reciclagem das embalagens de vidro passará a ser 1.260,00 euros.

Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (FEVICCOM), afeta à CGTP, anunciou ter fechado o primeiro acordo salarial para 2023 com a empresa Verallia Portugal SA.

“Unidos e organizados com o seu Sindicato, os trabalhadores desta empresa vidreira conquistaram um aumento salarial de 140 euros por mês, a atualização do subsídio de refeição, a atribuição de uma bolsa anual de 500 euros para os filhos que frequentem o ensino superior, para além de outros subsídios e prémios, com manutenção de todos os direitos do Acordo de Empresa”, informa a Federação em comunicado enviado às redações.

O documento adianta que a partir de 1 de janeiro, o salário mais baixo da tabela salarial passará a ser 1.260,00 euros e o horário de trabalho nos turnos e na laboração contínua é de 35 horas semanais, conquistadas na contratação colectiva do sector desde 2002.

A Federação afirma que os 246 trabalhadores da Verallia Portugal “contribuíram decisivamente”, em 2021, para as vendas e prestação de serviços de 109 milhões de euros e para um resultado líquido superior aos 18 milhões de euros.

Prevê-se ainda que o valor dos investimentos cresça em 2023, com a obra prevista para o forno II da fábrica, na Figueira da Foz e o investimento na inclusão de painéis fotovoltaicos, para reduzir os custos de energia da empresa.

“O aumento dos rendimentos dos trabalhadores é imperioso, possível e determinante para assegurar maior crescimento económico, promover uma mais justa repartição da riqueza, aumentar a
produtividade e incentivar a motivação laboral”, conclui o comunicado.

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