Sindicatos dos Quadros e SIB pedem apoio extraordinário para bancários no ativo

Ainda sobre as medidas do Governo de apoio para fazer face à inflação, o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) e o SIB (Sindicato Independente da Banca) pedem parecer sobre constitucionalidade do apoio aos pensionistas e exigem apoio extraordinário para bancários no ativo.

Trabalhadores do Banco Santander Totta manifestam-se contra o processo unilateral de despedimento de 100 a 150 trabalhadores anunciado pelo banco, no Porto, 12 de maio de 2021. ESTELA SILVA/LUSA

Ainda sobre as medidas do Governo de apoio para fazer face à inflação, o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) e o SIB (Sindicato Independente da Banca) pedem parecer sobre constitucionalidade do apoio aos pensionistas e exigem apoio extraordinário para bancários no ativo.

Em comunicado conjunto, dizem que “com o custo de vida a registar um impressionante aumento, situação que afeta gravemente os bancários e as suas famílias, o SNQTB e o SIB consideram que é urgente serem adotadas medidas de mitigação dos efeitos da inflação, pelo que, sem prejuízo da atualização salarial e de pensões que resulte da negociação coletiva, propõem aos bancos a implementação de uma medida extraordinária dirigida aos bancários no ativo, consubstanciada no pagamento, pontual e excecional, de um montante para mitigar a inflação, a realizar em outubro de 2022”.

Quanto aos bancários reformados, tendo em conta que devem ser abrangidos, em regime de igualdade, pelo complemento excecional a pensionistas “previsto no Decreto-Lei n.º 57-C/2022”, os dois sindicatos querem que os bancos intervenham junto do Governo em defesa dos respetivos bancários reformados.

“Adicionalmente, foi pedido um parecer a um reputado constitucionalista, para aferir da constitucionalidade da medida de que injustamente se exclui parte significativa dos reformados bancários da atribuição do complemento excecional a pensionistas”, anunciam sem identificar.

“O SNQTB e o SIB afirmam que vão continuar a privilegiar as vias legais e constitucionais. Contudo, caso o legislador e os decisores se mantenham insensíveis ao empobrecimento dos bancários, as estruturas sindicais irão procurar a união sindical e das demais estruturas representativas de trabalhadores para adoção de formas de luta que demonstrem o repúdio dos bancários”, concluem.

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