As empresas da Madeira consideraram o sistema judicial como sendo o maior entrave à sua atividade, de acordo com a Direção Regional de Estatística (DREM).

O indicador global de custos de contexto, para a região, registou um valor de 2,95 pontos numa escala de um a cinco. Este indicador analisa nove domínios, identificados como potenciais áreas de obstáculo à atividade das empresas não financeiras: início de atividade, licenciamentos, indústrias de rede, financiamento, sistema judicial, sistema fiscal, carga administrativa, barreiras à internacionalização e recursos humanos.

O sistema judicial, para as empresas da Madeira, foi aquele que obteve uma maior pontuação com 3,38, seguido pelo sistema fiscal (3,27) e os licenciamentos (3,16), as barreiras à internacionalização (2,93) e os recursos humanos (2,84), início de atividade (2,71), carga administrativa (2,81).

“No conjunto dos custos associados ao cumprimento das obrigações de informação, 77,2% foi suportado com meios da própria empresa (67,9% no País) e 22,8% determinado pela subcontratação de terceiros (32,1% no País). Os registos e notificações e a cooperação com auditorias, fiscalizações e inspeções registaram os maiores pesos no custo médio anual com o cumprimento das obrigações de informação (32,8% e 26,5%, respetivamente), seguidas da prestação e entrega de informação empresarial e fiscal (22,7%)”, refere a DREM.