Sitava acorda aumentos entre 7,5% e 2% para trabalhadores da ANA

Apesar das diferenças face à sua proposta, o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos considera “globalmente favorável” o acordo alcançado.

Cristina Bernardo

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) anunciou esta sexta-feira o acordo com a ANA/Vinci sobre uma atualização salarial já em novembro, reforçada em janeiro para níveis remuneratórios mais baixos, totalizando entre 7,5% e 2%.

No âmbito deste acordo, os níveis da tabela remuneratória entre o R1 (base da tabela) e o R6 têm uma atualização de 3,5% a partir do início deste mês, a que se somará novo aumento de 4% a partir de 01 e janeiro de 2023, num total de 7,5%.

Nos níveis R7 a R10, o aumento de novembro será de 3%, seguindo-se em janeiro uma atualização de 4% (para o R7) e de 2,5% do R8 ao R10.

Esta tipologia de aumentos diferenciados mantém-se nos níveis seguintes, com as remunerações entre o R11 e o R14 a terem, nos dois períodos em causa, uma atualização acumulada de 5%, sendo esta de 4% para quem está entre o R15 e o R17.

Já quem está posicionado do R18 em diante (tabela vai até ao 21), terá apenas um aumento de 2% em novembro.

Além destes aumentos em duas fases e diferenciados, o Sitava indica em comunicado que, tal como tinha proposto, todas as cláusulas de expressão pecuniária foram atualizadas nas respetivas percentagens.

Do acordo consta ainda uma atualização do subsídio de refeição para 191 euros mensais e a atribuição de um prémio igual a todos os trabalhadores, cujo pagamento a empresa aceitou antecipar para março de 2023.

No conjunto, refere o sindicato, o aumento da massa salarial para 2023 contando com o prémio situa-se em 7,44%.

O Sitava adianta ainda que as negociações com vista a um acordo foram iniciadas na quarta-feira tendo este sido alcançado esta quinta-feira.

Na proposta que levou para a mesa negocial, o Sitava apontava para uma atualização salarial de 7% aplicada a todos os níveis da tabela e defendia uma atualização da tabela salarial em 3% assim que em 2023 a inflação passasse os 5%.

Apesar das diferenças face à sua proposta, o Sitava considera “globalmente favorável” o acordo alcançado.

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