Situação de docentes sem salário é “normal”, realça ministro da Ciência

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior disse estar “tranquilo” e considerou que a situação de docentes a trabalhar nas faculdades sem remuneração “é normal”, recordando que essa prática ocorre em todo o mundo.

“Em todo o mundo as instituições do ensino superior colaboram com técnicos, peritos e especialistas que não são pagos apenas no contexto das instituições”, notou Manuel Heitor, que falava aos jornalistas em Coimbra, em reação a uma notícia publicada no Jornal de Notícia (JN) que dá conta de que os reitores das universidades estão a contratar docentes e investigadores para dar aulas, mas sem receber qualquer remuneração.

O ministro da Ciência sublinhou que não teve “qualquer indicação de falhas” e que há a consciência de que hoje Portugal tem “instituições responsáveis”.

Manuel Heitor afirmou estar “não apenas tranquilo mas confiante”, após a conversa que teve hoje de manhã com o presidente do Conselho de Reitores das Universidades (CRUP), considerando que o futuro passa por “melhores universidades e universidades abertas à sociedade”.

Nesse sentido, deve haver uma “grande inter-relação entre os nossos docentes, que se dedicam a 100%, como aqueles que têm outras atividades e que vão temporariamente às instituições de ensino superior participar nos seus programas. É normal numa sociedade aberta, autónoma e livre”, salientou o membro do executivo socialista, que falava aos jornalistas no final do 5.º Fórum Anual de Graduados Portugueses no Estrangeiro (GraPE), que decorreu hoje no auditório da reitoria da Universidade de Coimbra.

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