Siza Vieira: “O plano de recuperação nacional não é um adicional ao PT2030”

“O PT2030 continuará a financiar o investimento empresarial, continuará a financiar a qualificação e a formação dos nossos recursos humanos, continuará a financiar um conjunto de investimentos muito importantes para o país. Tem basicamente a mesma escala que o PT2020″, afirmou o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, no encerramento da quarta sessão da “Conferência Aicep 2020, Exportações & Investimento”.

António Cotrim/Lusa

“O plano de recuperação nacional não é um adicional ao PT2030”, referiu o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, no encerramento da quarta sessão da “Conferência Aicep 2020, Exportações & Investimento”, hoje divulgada e organizada pelo “Dinheiro Vivo”, contando com a presença da diretora do Diário de Notícias, Rosália Amorim.

“O PT2030 continuará a financiar o investimento empresarial, continuará a financiar a qualificação e a formação dos nossos recursos humanos, continuará a financiar um conjunto de investimentos muito importantes para o país. Tem basicamente a mesma escala que o PT2020, esperamos nós agora no desenho dos regulamentos nacionais podermos adequar às novas necessidades do país e simplificar a sua organização”, diz o ministro da Economia.

”Este programa visa precisamente enfrentar um conjunto de desafios distintos de Portugal. No sector empresarial queria destacar três áreas muito significativas: a primeira área tem a ver com a descarbonização da indústria, toda a atividade de produção de bens físicos implica o consumo de energia, implica em muitos casos a emissão de gases com efeito de estufa. As acrescidas exigências ao nível ambiental e de descarbonização da nossa pegada sobre o planeta para o preservar para um mundo futuro, vai implicar para as nossas empresas industriais um esforço grande de adaptação para processos que sejam menos intensivos no consumo de energia e menos emissores de gases com efeitos de estufa”, diz Siza Vieira, adiantando que “temos um conjunto de verbas muito significativas neste momento nos esboços, cerca de 715 mil milhões de euros, que poderão apoiar muito significativamente os esforços de descarbonização da nossa atividade industrial”.

“Um segundo desafio muito crítico para as nossas empresas é o da transformação digital. Precisamos de transformar e de utilizar as tecnologias digitais como motor da aceleração destas nossas tendências positivas do nosso país. Nesse sentido, neste momento também indicámos 650 milhões de euros para o esforço de adaptação das nossas empresas, dos seus modelos de negócio, dos seus processos de produção, da qualificação e capacitação dos seus trabalhadores para este esforço de transição digital que tem de ser feito muito acentuadamente nos próximos tempos”, revelou o ministro.

“Célia Reis – responsável da Altran – falou de um conjunto de programas em que estamos envolvidos no sentido de apoiar um aumento dos profissionais de tecnologias de informação e comunicação no nosso tecido empresarial, com um programa que envolve Estado, empresas e institutos politécnicos, no sentido de aumentar o número de profissionais disponíveis nestas áreas, mas mais do que isso temos é de assegurar que os nossos trabalhadores nos vários sectores industriais se capacitam na utilização de tecnologias digitais”, referiu Siza Vieira, acrescentando que “em todas as áreas das empresas, da produção aos serviços administrativos, quer nos serviços comerciais, e esse é um outro grande esforço – aliás, temos uma iniciativa em que vamos já começar a formar 23.500 trabalhadores de setores industriais, precisamente nesta área”.

“A terceira área é a do crescimento em valor. O salto importante que a as empresas deram nos últimos anos que explicam o sucesso do crescimento das nossas exportações, tem a ver precisamente com o facto de exportarmos hoje produtos mais complexos, tecnologicamente mais avançados e a Elastron é um excelente exemplo disso mesmo. É incorporação de conhecimento e de inovação no produto de forma a que o valor que cobramos por esse produto é mais significativo. Esse é um percurso muito importante que a economia portuguesa fez”, referiu ainda.

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