A direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) definiu um plano de contingência específico para o bloco de partos para o Hospital de Portimão, que esteve encerrado entre sexta-feira e este domingo. A solução prevê a integração de médicos especialistas e internos de várias unidades hospitalares, entre as quais o Hospital Senhora de Oliveira de Guimarães e o Hospital de Santa Maria.

A disponibilidade destes profissionais permitirá manter aberta a maternidade do Hospital de Faro e a unidade de Portimão em funcionamento, sendo que haverá suspensão de atividade em fins de semana alternados durante o verão, de acordo com a informação transmitida esta tarde pela direção da estrutura nacional de saúde pública, liderada por Fernando Araújo.

O plano de contingência para o Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) pretende mitigar “situações de risco para as grávidas ou crianças, bem como para a atividade dos profissionais, preservando os mais elevados critérios de segurança e qualidade”.

Os diretores do SNS preveem também concluir o plano sazonal de verão para as urgências pediátricas de todo o país em menos de duas semanas, mais precisamente até 15 de junho. A estratégia está a ser elaborada com o apoio dos hospitais, da Linha de Saúde SNS24 e do INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica.

Horas antes deste comunicado enviado à imprensa, o grupo Parlamentar do PSD requereu à Comissão de Saúde a audição do diretor executivo do SNS sobre o encerramento das urgências pediátricas e do bloco de partos do Hospital de Portimão no verão por falta de profissionais. O requerimento dos sociais-democratas foi assinado pelos deputados Rui Cristina, Luís Gomes e Ofélia Ramos.

“Tem sido anunciado que as urgências pediátricas e o bloco de partos do Hospital de Portimão, unidade integrada no Centro Hospitalar e Universitário do Algarve, podem vir a encerrar durante o próximo verão por falta de profissionais de saúde, sendo as grávidas e as crianças direcionadas para o Hospital de Faro, que dista 70 km do de Portimão”, lê-se no documento inicialmente divulgado pela agência Lusa.