Só 20% das empresas portuguesas têm um especialista em TIC

As vendas online representaram em 2022 17,2% do total do volume de negócios das empresas em 2021, o que corresponde a uma subida de 0,2 pontos percentuais do que no ano anterior, e atingiram quase 50 mil milhões de euros.

Duas em cada dez empresas em Portugal (20%) têm colaboradores especialistas em Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) este ano, o que corresponde a uma subida de apenas 0,2 pontos percentuais (p.p.) em relação a 2020, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE). Entre os sectores que se destacam neste tipo de staff está o da Informação e comunicação, com 80,1%.

No ano passado, 6,2% das empresas recrutaram ou tentaram contratar especialistas em TIC, mas mais de metade (61,4%) admitiram ter dificuldades em preencher esses postos de trabalho, confirmando que a guerra no talento tecnológico continua no país, segundo o novo Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação nas Empresas (Sociedade da Informação e do Conhecimento).

Quanto à Internet, em 2022 praticamente todas as empresas (96,9%) e quase metade dos funcionários (48,2%) tinham acesso à Internet para trabalhar, o que significa uma subida homóloga de 0,4 p.p. e 3,7 p.p., respetivamente.

O inquérito deu ainda conta de que a maioria das empresas (85,7%) disponibilizam portáteis para que os trabalhadores possam exercer as suas funções (+17,2 p.p. em relação ao ano passado), abrangendo quase um terço (28,1%) do pessoal ao serviço (+4,2 p.p. em termos homólogos). Já as funcionalidades de trabalho remoto abrangem 74,7% das empresas.

Observando a evolução das vendas online, o comércio eletrónico de cada organização, representaram em 2022 17,2% do total do volume de negócios em 2021 (+0,2 p.p. que no ano anterior) e atingiram quase 50 mil milhões de euros (+10,7% em comparação a 2020). Só no ano passado, 15,7% das empresas venderam online (+2,7 p.p. face a 2020) e 5,6% através de EDI – Electronic Data Interchange (-0,5 p.p.).

“Em 2022, no que respeita às principais medidas de segurança das TIC 15 utilizadas, 84% das empresas procedem à autenticação através de uma palavra-passe segura, 73,7% utiliza o backup de informação em local distinto (incluindo backup para a cloud), 62,5% efetua o controlo de acesso à rede (gestão dos direitos dos utilizadores na rede da empresa) e 53,8% conserva ficheiros de registo (histórico) que permitem a análise após incidentes de segurança das TIC”, detalha o INE.

Segundo o organismo de estatística, “as restantes medidas de segurança utilizadas registam percentagens inferiores a 50%, sendo a autenticação através de métodos biométricos para aceder aos sistemas TIC da empresa a medida menos utilizada, com 12,3%”.

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