Sócrates acusa a investigação de estar a “roçar o ridículo”

O antigo primeiro-ministro afirmou ontem que considera “um escândalo” continuar sem acusação no processo em que é arguido há dois anos.

Hugo Correia/Reuters

O antigo primeiro-ministro José Sócrates afirmou ontem que considera “um escândalo” continuar sem acusação no processo em que é arguido há dois anos.

Estas declarações foram feitas em Bragança durante a apresentação do livro “Dom Profano” que escreveu enquanto esteve em prisão preventiva, segundo meios de comunicação.

“Quero que saibam que estou em modo de luta, não em modo de resignação” afirmou relativamente ao processo, acusando ainda a investigação de estar a “roçar o ridículo” e a “desacreditar-se”.

“Não deduzem acusação nem encerram o inquérito. A isto chama-se um abuso, pura arbitrariedade”, referiu o antigo líder socialista, acrescentando que “o que está a acontecer é absolutamente escandaloso e está a decorrer à frente de todos”.

Sócrates saliente que “há um prazo máximo legal de inquérito”, e que aguarda “há um ano uma decisão” do recurso.

“Há dois anos que fizeram isto e todos vocês acompanharam, todos vocês viram. Três meses depois não vos disseram que as provas estavam consolidadas, seis meses depois não vos disseram as provas agora estão sólidas, nove meses depois não vos disseram que estava quase betão armado e depois de 12 meses, e depois 15 e depois dois anos… dá que pensar” declarou Sócrates no fim do seu discurso.

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