Sócrates deverá ser ouvido da parte da tarde

O advogado João Araújo esteve esta manhã presente no Campus de Justiça, em Lisboa, a pedido de José Sócrates. O advogado não confirma, no entanto, se é o representante legal do ex-primeiro-ministro. João Araújo, depois de declarações aos jornalistas, disse que “voltaria ao Tribunal se for chamado”, dando a entender que José Sócacrates só será […]

O advogado João Araújo esteve esta manhã presente no Campus de Justiça, em Lisboa, a pedido de José Sócrates. O advogado não confirma, no entanto, se é o representante legal do ex-primeiro-ministro.

João Araújo, depois de declarações aos jornalistas, disse que “voltaria ao Tribunal se for chamado”, dando a entender que José Sócacrates só será ouvido pelo juíz Carlos Alexandre depois dos outros detidos, possivelmente da parte da tarde.

Segundo avança o semanário Sol, Sócrates terá de explicar as suas ligações ao empresário Carlos Santos Silva (administrador do grupo Lena e amigo de longa data do primeiro-ministro), Gonçalo Ferreira (advogado que trabalha na Proengel, uma empresa de Carlos Santos Silva) e Joaquim Lalanda de Castro (representante em Portugal da Octapharma, a multinacional farmacêutica para a qual Sócrates trabalha desde 2013).

O semanário revla ainda que as buscas na investigação a Sócrates decorreram em vários locais e foram nalguns casos acompanhadas pelo juiz de instrução Carlos Alexandre, que deverá agora interrogar os arguidos, no Tribunal Central de Instrução Criminal.

As autoridades foram a casa de Sócrates, no edifício Heron Castilho, no centro de Lisboa e a uma empresa em Alvalade, onde o ex-primeiro-ministro tem arrendada uma boxe de 12 metros quadrados e guarda documentação, pagando da sua própria conta 160 euros por mês, escreve o Sol.

Segundo o SOL apurou, “ao longo dos anos em que foi governante, o ex-primeiro-ministro conseguiu obter uma fortuna de cerca de 20 milhões de euros, que colocou num banco na Suíça em nome de um homem de sua inteira confiança. Depois, está ainda indiciado por ter criado, no seu segundo governo, em benefício próprio, um diploma que lhe permitiu branquear essas verbas ilícitas”.

O semanário revela ainda que em 2010 Sócrates “tinha uma almofada financeira de 20 milhões de euros no banco suíço UBS, em nome de uma offshore titulada por Santos Silva, e decidiu então trazer o dinheiro para Portugal” e adianta que “tem sido sempre Santos Silva a dar a cara pelos negócios do amigo quando este precisa de dinheiro. O apartamento vendido por Maria Adelaide [mãe de Sócrates] também fica em nome do empresário, sem que este lá meta o pé, enquanto ela transfere para a conta de Sócrates os 600 mil euros recebidos”.

Fora do âmbito da investigação que levou à detenção de José Sócrates, o Sol noticia que milhares de exemplares do livro de José Sócrates – A Confiança no Mundo (Sobre a Tortura em Democracia), lançado em Outubro do ano passado e que tem origem na sua tese na Sorbonne – terão sido comprados com dinheiro levantado por Carlos Santos Silva da fortuna que José Sócrates lhe confiou.
OJE
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