Soluções de confiança: talento procura-se

Mudam-se os tempos, mudam-se as profissões… O mercado de trabalho tem vindo a alterar o panorama laboral português e há setores com carência de mão-de-obra.

No que respeita ao emprego, o início de 2019 começou com boas notícias. Desde 2002 que não era observada uma taxa de desemprego tão baixa. Uma vitória ganha, ainda que o envelhecimento da população portuguesa seja um fator a ter em conta na dificuldade de fazer manter estes dados. Números positivos, com tendência a estabilizarem, principalmente devido a dois motivos. O primeiro tem que ver com a população em idade ativa e a trabalhar estar próxima de valores máximos dos últimos vinte anos. O segundo está relacionado com o aumento do setor do turismo: apesar do crescimento verificado nos últimos anos, no futuro prevêem-se taxas de crescimento mais ténues.

Novas tecnologias conduzem a novas oportunidades

Portugal assiste a um ritmo de envelhecimento demográfico acelerado, mesmo quando conjugado com saldos migratórios positivos e de níveis de fecundidade mais elevados, associados a uma esperança média de vida mais elevada. No que respeita ao índice de sustentabilidade potencial (quociente entre o número de pessoas com idades compreendidas entre 15 e 64 anos e o número de pessoas com 65 e mais anos), a projeção do INE revela que face ao decréscimo da população em idade ativa a par do aumento da população idosa, poderá diminuir de forma acentuada até meio do século, estabilizando a partir de então.

Segundo dados do EUROSTAT, Portugal é o País que mais aumentou a proporção de população empregada pelo setor das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Sinal dos tempos tecnológicos que se vivem, mas não só. Por um lado, Portugal não está a formar profissionais em número suficiente para as necessidades. Por outro, ainda não foi possível travar a emigração de especialistas tecnológicos para pólos tecnológicos de excelência, como Inglaterra ou Irlanda. A qualidade do ensino nas nossas universidades, a capacidade técnica dos nossos profissionais e o seu desejo de condições financeiras mais aliciantes, são fatores que fazem com que muitos trabalhadores prefiram arriscar trabalhar no estrangeiro. O nosso País tem também atraído um número crescente de empresas tecnológicas, o que gera mais emprego neste sector, empresas que procuram profissionais especializados e aptos a trabalhar em perfis ligados à programação e desenvolvimento de sistemas, ou em áreas como a virtualização, inteligência artificial, cloud e ciber-segurança.

O emprego certo no momento certo

Notícias recentes mostram que, para além das novas tecnologias, há várias profissões onde se verifica um déficit de trabalhadores. A atividade industrial é um deles, consequência do crescimento das exportações nacionais. Segundo um estudo realizado pelo Gabinete de Estratégia e Estudos, do Ministério da Economia, o setor têxtil é já o mais relevante na economia portuguesa comparativamente a qualquer outro país da zona euro em termos de output, emprego e valor acrescentado. Só entre 2013 e 2017 foram criados pela fileira têxtil mais de 12 mil postos de trabalho! Também o crescimento do setor turístico abriu um leque de oportunidades para todos os trabalhadores que descobrem na sazonalidade uma perspetiva de futuro. Uma das áreas onde o trabalho sazonal dá cartas é a agricultura, com especial destaque para a época das vindimas, sendo que é a norte que se encontram as maiores e melhores oportunidades. Tradicionalmente direcionado para o Algarve e outros destinos estivais, hoje em dia o turismo e a hotelaria permitem soluções de norte a sul: restauração, acomodação, monitorização de crianças, transportes, entre outros. O Grupo Multipessoal tem em aberto mais de um milhar de vagas para contratação de profissionais para diversas indústrias, como forma de dar resposta aos clientes cuja oferta de serviços e produtos se concentram, com maior predominância de atividade, neste período do ano. António Eloy Valério, CEO do Grupo Multipessoal, afirma que “decorrente da projeção mundial do nosso país, as ofertas de trabalho sazonal de Verão têm aumentado em todas as regiões e já não é só no Algarve que se concentram as oportunidades. Os níveis de emprego continuam em crescimento e os nossos indicadores permitem-nos concluir que na sazonalidade de trabalho existem, posteriormente, outras oportunidades de saída profissional para diferentes tipos de funções.”

 

 

Este conteúdo patrocinado foi produzido em colaboração com a Multipessoal.

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