Somália.”A pior crise humanitária que alguma vez vimos”, diz ONU

Numa mensagem dirigida aos líderes do G7, o porta-voz da ONU apelou aos governos que façam uma doação urgente e generosa para evitar uma escalada da catástrofe naquele país do Corno de África.

1 – Somália

O diretor regional do Programa Alimentar Mundial (PAM) para a África Oriental, Michael Dunford, alertou que apenas uma “massiva” e imediata entrega de fundos e ajuda humanitária pode salvar a Somália da fome, numa altura em que crescem os relatos de trabalhadores humanitários sobre casos de crianças a morrer à fome.

Numa mensagem dirigida aos líderes do G7, o porta-voz da ONU apelou aos governos que façam uma doação urgente e generosa para evitar uma escalada da catástrofe naquele país do Corno de África.

“Precisamos de dinheiro e precisamos [dele] agora”, apelou Dunford.

“Conseguiremos evitar [uma fome na Somália]? A menos que haja … um grande aumento a partir de agora, não será possível, com toda a franqueza. A única maneira, neste momento, é se houver um investimento maciço em ajuda humanitária, e todos os interessados, todos os parceiros, se juntarem para tentar evitar isto”, sublinhou o mesmo responsável.

O Corno de África enfrenta quatro estações chuvosas consecutivas, estando a sofrer a pior seca em quatro décadas, um choque climático exacerbado por conflitos contínuos e aumentos de preços causados pela invasão russa da Ucrânia.

Segundo o PAM, em toda a África Oriental, 89 milhões de pessoas estão numa situação de “extrema insegurança alimentar”, um número que cresceu quase 90% no último ano.

“Infelizmente, não vejo [essa taxa de crescimento] a abrandar. (…) Parece estar a acelerar”, disse Dunford.

No ano passado, o Reino Unido e outros líderes do G7 acordaram entregar sete mil milhões de dólares (5,7 mil milhões de libras) para ajudar aqueles países a evitar uma catástrofe alimentar.

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