Diretor-geral do Tróia Resort: “Sonae investiu 400 milhões em Tróia”

O projeto turístico-imobiliário conta com um total de 15.300 camas numa área de desenvolvimento turístico com uma área com 486 hectares.

Grande parte do empreendimento turístico da Sonae em Tróia já está vendido ou alugado. Em entrevista ao Jornal Económico, o diretor-geral do empreendimento Tróia Resort diz que o grupo Sonae já atingiu vendas de 200 milhões de euros com estes projeto. A maioria dos compradores, de 30 nacionalidades diferentes, são portugueses.

Qual o investimento efetuado pela Sonae Capital desde o início no Tróia Resort?
A Sonae investiu cerca de 400 milhões de euros no projeto, valor que inclui, entre outros investimentos, a renovação integral das infraestruturas da Península de Tróia, a renovação das unidades hoteleiras e do campo de golfe de que é proprietária, o desenvolvimento e promoção de 546 unidades turísticas e residenciais, a renovação da frota e das instalações de apoio da Atlantic Ferries, empresa concessionária da travessia fluvial entre Setúbal e Tróia, e mais recentemente o One Tróia José Mourinho Training Centre. Este valor não contempla o investimento realizado pela Amorim Turismo no Tróia Design Hotel e Casino de Tróia.

Quais são os grandes números do projeto Tróia Resort?
A Área de Desenvolvimento Turística (ADT) de Tróia distribui-se por 1.057 hectares, que tem previsto um índice de construção de apenas 6%. O projeto atual contempla cerca de 15.300 camas, o que representou uma redução em cinco vezes, do número que estava previsto no projeto original desenvolvido para a península. Destas 15.300 camas, cerca de 9.000 já estão desenvolvidas, das quais cerca de 6.300 são pré-existências do projeto anterior.
A Sonae Capital, entre 2005 e 2008, construiu 450 unidades, entre apartamentos turísticos e moradias. Atualmente, os compradores dividem-se por 30 nacionalidades diferentes, de quatro continentes (Europa, América, África e Ásia). A maioria dos compradores são portugueses, que até à data representam 54% do total de clientes.

A Sonae Capital é o único proprietário do Tróia Resort?
A Sonae Capital é a entidade promotora do Tróia Resort que, com uma área de 486 hectares, representa cerca de 50% da totalidade Área de Desenvolvimento Turística da península de Setúbal.

Como têm evoluído as vendas?
O projeto Tróia Resort, e as unidades detidas e geridas pela Sonae Capital, nomeadamente as unidades Aqualuz e Tróia Residence (apartamentos e moradias de proprietários sob gestão da Sonae Capital) têm registado, desde 2009, um crescimento médio anual acima dos dois dígitos, o que revela a afirmação deste projecto no quadro nacional, em que, para o mesmo período, registou um crescimento médio de cerca de 6%. Para esta evolução muito positiva, destaca-se o Tróia Residence, cujas receitas têm vindo a registar, desde 2014, um crescimento médio anual de cerca de 20%, fruto do aumento de unidades em exploração e do número de clientes.
Estes valores só são possíveis devido ao reconhecimento dos clientes da qualidade do projeto e serviços associados, aliados ao enquadramento e à beleza natural da península de Tróia, situada a menos de uma hora de Lisboa, paredes meias com a Comporta.

Quanto é que já foi construído e comercializado do plano inicial do projeto?
Por opção estratégica, as primeiras duas fases do projeto, foram desenvolvidas na totalidade em três anos, entre setembro de 2005 e setembro de 2008. Do total das 450 unidades construídas, entre apartamentos e moradias, e dos 96 lotes desenvolvidos, já foram vendidas mais de 400 unidades, num valor total superior a 200 milhões de euros.
Neste momento, já foram concluídas as vendas dos apartamentos turísticos Praia Arrábida e Atlântico, estando a ser comercializadas a ultimas unidades dos apartamentos turísticos da marina. Existem ainda unidades disponíveis nos apartamentos Ácala, na zona central de Tróia, e moradias no Ocean Village. Estão ainda disponíveis lotes de terreno para a construção de moradias, que têm registado uma elevada procura nos últimos dois anos.
Estas unidades integram o Tróia Resort e contam com o apoio de um conjunto de serviços, destacando-se a segurança privada, a recepção 24 horas por dia, os serviços de limpeza e manutenção, e uma equipa dedicada aos proprietários que inclui um serviço de concierge exclusivo.

Quanto já valorizou o investimento para particulares desde o arranque?
Existindo a liberdade de os proprietários optarem pelos períodos de exploração, em função de uma gestão individual, não é possível individualizar o retorno por unidade. No entanto, se considerarmos uma análise global da evolução do Tróia Residence, marca que agrega as unidades de proprietários em exploração, verificamos que as receitas têm vindo a registar, desde 2014, um ritmo de crescimento de cerca de 20% ao ano.

Quais as perspetivas de novos investimentos da Sonae Capital neste segmento de negócio em Portugal e noutros mercados?
A Sonae Capital em Tróia, mantém o seu foco na melhoria das suas operações, quer em termos de resultados quer no serviço aos seus clientes. Para além deste foco estratégico, em 2017 inaugurámos o One Tróia José Mourinho Training Centre, que tem contribuído muito positivamente para melhorar a ocupação em Tróia, nomeadamente fora da época alta e junto dos mercados internacionais.

Artigo publicado na edição digital do Jornal Económico. Assine aqui para ter acesso aos nossos conteúdos em primeira mão.

Recomendadas

“Angola representa uma oportunidade para os nossos acionistas”, afirma CEO do Access Bank

“Angola representa uma oportunidade para os nossos acionistas participarem no que acreditamos que irá gerar um valor mais forte à medida que África vai emergindo”, explicou Herbert Wigwe, CEO da Access Holding Pics, numa entrevista exclusiva para a Forbes África Lusófona.

JCDecaux ganha um contrato de 10 anos com a ViaQuatro no Brasil

A JCDecaux ganha um contrato de 10 anos com a ViaQuatro para a exploração de espaços publicitários na linha 4 do metro de São Paulo, tornando-se no maior grupo de meios no metro do Brasil.

Timor Gap regista novas imparidades devido a investimento no consórcio do Greater Sunrise

O relatório anual da petrolífera, a que a Lusa teve acesso, regista um lucro operacional negativo de mais de 26 milhões de dólares (26,1 milhões de euros), explicando que “o aumento da perda líquida se deve principalmente às perdas por imparidade”.
Comentários