Sonaecom com resultados de 83,3 milhões até setembro, a subirem 23%

O volume de negócios nos nove meses fixou-se em 13,1 milhões de euros, mais 8,8% que um ano antes, sendo que só no terceiro trimestre somou 4,3 milhões de euros.

A Sonaecom apresentou os resultados do terceiro trimestre e revelou que no acumulado dos nove meses os lucros subiram 22,7% para 83,3 milhões de euros. No terceiro trimestre (julho a setembro) os lucros foram de 35,2 milhões, mais 26% do que no terceiro trimestre do ano passado.

A subida dos lucros for impulsionada pelo crescimento dos resultados diretos e indiretos.

O volume de negócios nos nove meses fixou-se em 13,1 milhões de euros, mais 8,8% que um ano antes, sendo que só no terceiro trimestre somou 4,3 milhões de euros.

O EBTIDA subiu 27,2% num ano nos nove meses para 52,7 milhões, dos quais 22,5 milhões foram gerados entre julho e setembro.

Os resultados diretos cresceram 32,4% para 23,4 milhões no terceiro trimestre, explicados sobretudo pela melhoria do contributo do método de equivalência patrimonial da NOS para os resultados da Sonaecom. Nos 9 meses esta rúbrica melhorou  35,3% face ao período homólogo do ano anterior, atingindo 51,1 milhões de euros.

Durante o trimestre a Sonaecom procedeu ao fim do acordo parassocial que regia as relações entre as acionistas ZOPT SGPS, a própria empresa, a Unitel e a Kento Holding.

A Sonaecom revelou que “procedeu à resolução do acordo parassocial” que mantinha com a ZOPT, empresa na qual detinha 50% do capital e da qual, consequentemente, deixou de ser acionista.

A empresa presidida por Ângelo Paupério comunicou então que a Sonaecom “amortizou” a sua participação na ZOPT a troco de ações correspondentes a 26,075% do capital da NOS e “de uma importância em dinheiro”. Sonaecom deixou de ser acionista da ZOPT depois de ter “procedido à resolução” do acordo parassocial, amortizando a sua participação com 26% da NOS e um valor em dinheiro.

Esta decisão teve como consequência o corte de vínculos com Isabel dos Santos, já que a empresária angolana controla a Unitel International Holdings, BV e a Kento Holding Limited. Estas duas sociedades passam a deter integralmente a ZOPT.

Os resultados indiretos foram de 11,6 milhões no trimestre, e foram justificados com a “revalorização do portefólio da Bright Pixel (que investe em tecnologia). Nos nove meses os resultados indiretos atingiram 31,3 milhões, o que traduz um aumento de 6,2%.

O net asset value (valor atualizado líquido) da Bright Pixel atingiu os 457 milhões de euros.

“A estrutura de capitais manteve-se robusta, com uma posição de cash de 223,8 milhões”, refere a Sonaecom.

A dívida bruta da empresa nos nove meses acumula 223,8 milhões de euros, ainda assim, menos 9,4% que um ano antes.

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