Premium“Sporting tem 400 milhões de passivo consolidado”

Madeira Rodrigues promete transparência e quer acabar com o défice, reduzindo custos e aumentando receitas. E ter 220 mil sócios em 2020.

Depois de ter sido derrotado nas últimas eleições do Sporting, Pedro Madeira Rodrigues surge novamente como candidato para o eleitoral de 8 de setembro. Em entrevista ao Jornal Económico, o gestor diz-se preparado para liderar uma nova etapa no clube, com rigor financeiro e o controlo da maioria do capital da Sporting SAD.

 O que correu bem e o que correu mal no mandato de Bruno de Carvalho?
Tivemos um aspeto muito interessante no consolado de Bruno de Carvalho, em que ele herda uma situação muito complicada. José Maria Ricciardi veio dizer que a restruturação financeira já estava preparada, mas a verdade é que Bruno de Carvalho teve o mérito de a ter concretizado e concluído. Cumpriu muitíssimo bem essa restruturação durante dois anos. No primeiro ano de Jesus começou a descambar e, no fim, descambou completamente. Ou seja, o Sporting viveu ao longo dos últimos cinco anos uma gestão cuidada de dois anos, mas depois tivemos de viver das transferências de jogadores que na sua maioria já lá estavam.

Bruno de Carvalho diz que quem chegar agora vai herdar uma ‘mina de ouro’. A ‘mina de ouro’ encontrou ele quando chegou, porque tinha lá Rui Patrício, Cédric, Bruma, Eric Dier, João Mário, William Carvalho, Ruben Semedo. A nossa formação no seu auge, que foi sendo bem vendida, e alimentámo-nos nos últimos anos disso, o que permitiu disfarçar um défice permanente, especialmente nos últimos três anos de cerca de 40 milhões de euros. O pior foi esta situação herdada, além da divisão que é notória entre os sócios e a nossa imagem a ser mundialmente denegrida. Temos 400 milhões [de euros] de passivo consolidado, tivemos um default, não conseguimos fazer o novo empréstimo obrigacionista e tivemos verbas adiantadas da NOS. A nível financeiro, é uma situação extremamente complicada e não vale a pena estarmos com ‘paninhos quentes’ e seja quem for que vier a presidir ao Sporting tem de ter uma solução.

Houve muita coisa boa também: o pavilhão [João Rocha], equipas competitivas; o clube estava adormecido. Não é só dizer mal, é preciso também capitalizar as coisas boas, mas não branquear uma situação muitíssimo complicada. Quem não perceber isto não está preparado para ser presidente do Sporting. A verdade é que não sabemos até onde vai este buraco e aqui a auditoria forense que está a ser feita vai ajudar-nos a esclarecer isso.

 

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O documento chegou por e-mail ao presidente destituído do Sporting.
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