Startup de Braga cria dispositivo que permite testar sangue em três minutos

A solução desenvolvida pela CRIAM é portátil e “80% mais barata que os equipamentos convencionais”. A startup diz que reduz o erro humano e a dependência de reservas de sangue e que é aplicável em situações de emergência.

A startup portuguesa CRIAM desenvolveu uma solução que permite a testagem de sangue em apenas três minutos. O dispositivo, que venceu o prémio Born from Knowledge Award, atribuído pela Agência Nacional de Inovação (ANI), é portátil, 80% mais barato do que os equipamentos convencionais e pode até ser usado em situações de emergência.

A jovem empresa de Braga salienta que a solução “reduz a hipótese de erro humano, permite testar compatibilidades em situações de emergência e reduz a dependência face a reservas de sangue O negativo”, o tipo de sangue mais raro.

A CRIAM diz que apesar de o sangue ser o meio de diagnóstico mais comum e fiável na mecidina, os exames convencionais são ainda “demorados, requerem laboratórios centralizados, equipamentos caros e volumosos e processos manuais e ineficientes”, como a rotulagem, transporte, armazenamento. Daí surge esta solução, trabalhada há pelo menos seis anos na startup, que agora apresenta o dispositivo que, diz a empresa, “pode ser usado em qualquer lugar e em vários cenários, como dentro de um veículo de emergência em movimento ou em locais de difícil acesso, sem internet ou energia”.

“O CRIAM é uma solução absolutamente inovadora e sem concorrência no mercado. É portátil, pode ser usado em situações de emergência e permite obter um resultado com 99,77% de fiabilidade em apenas três minutos. Face ao desenvolvimento atual da medicina e à necessidade de agilizarmos cada vez mais os processos de saúde, recorrendo a menos recursos, prevejo que o projeto vá ter muita aceitação no mercado, que é o nosso principal objetivo”, afirma O administrador da ANI, João Mendes Borga.

O mesmo realça ainda o facto de o CRIAM resultar de uma spin-off da Universidade do Minho: “É mais um exemplo de que a transferência de conhecimento para a economia está a acontecer e que contribuirá para que Portugal tenha uma oferta competitiva cada vez mais diferenciada em mercados globais”.

Com sede em Braga, a CRIAM estima estar perante um mercado potencial de 4 mil milhões de euros, “distribuídos por cerca de 170 mil hospitais e 100 mil ambulâncias”. Entre os principais potenciais clientes, a startup destaca os mercados de saúde, militar, governamental e ONGs.

A startup bracarense aponta agora ao mercado europeu e norte-americano para tipagem sanguínea e testes serológicos Covid-19. Nos mercados emergentes de África e Sul da Ásia, a aposta será em testes de tuberculose.

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