Startups angariam mais de 100 mil euros e começam hoje a entregar máscaras e óculos aos hospitais

Hospital de Santa Maria e Garcia de Orta, em Lisboa, e Hospital de São João, no Porto, irão receber os primeiros materiais de proteção comprados com o dinheiro angariado. Agora, a campanha “Stop Covid-19” quer atingir os 185 mil euros, para garantir as encomendas é necessário que o objetivo seja cumprido em menos de 48 horas.

Máscaras, luvas, ventiladores e óculos e fatos de proteção são os materiais que chegarão aos hospitais públicos portugueses porque mais de 3 mil pessoas contribuíram para a campanha de angariação de fundos “Stop Covid-19”, no âmbito do movimento de solidariedade “tech4COVID19”.

Através desta campanha, gerida pela fintech portuguesa Go Parity, três unidades hospitalares das cidades de Lisboa e Porto (Hospital de Santa Maria, Garcia de Orta e São João) irão receber ainda esta quarta-feira equipamentos materiais de que necessitam diariamente para evitar a propagação da pandemia.

A organização disse ao Jornal Económico que as primeiras encomendas (58 mil máscaras FFP2 e mais de 2 mil óculos de proteção, no valor total de 97.500 euros) estão a caminho de Portugal e, à medida que chegarem, serão encaminhados aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde.

Depois de terem sido doados 100 mil euros (a meta inicial), o objetivo passa agora por arrecadar 185 mil euros. Mas há um “senão”: para garantir as encomendas é necessário que o objetivo seja cumprido em menos de 48 horas. “Esta angariação é apenas parte do processo total em marcha, havendo já mais de 10 iniciativas a decorrer. Há uma equipa especialmente dedicada à procura do equipamento disponível e levantamento de necessidades, que serão feitos em articulação com as entidades nacionais de saúde”, explicam as 250 startups e multinacionais por trás deste movimento.

Uma conversa entre alguns fundadores de startups portuguesas resultou num movimento que reúne 137 empresas. Chama-se “tech4COVID19” e visa encontrar, em grupo, soluções tecnológicas que ajudem a população a ultrapassar esta pandemia, que em Portugal tem 331 casos confirmados. Ao ecossistema empreendedor nacional uniram-se retalhistas, consultoras, associações e até petrolíferas, que estão a apresentar as suas iniciativas diariamente.

No total estão cerca de 2.000 pessoas a trabalhar em projetos tecnológicos que já estão em curso. A ideia é que essas iniciativas possam, por exemplo, melhorar o rastreamento de redes de contágio, facilitar videochamadas entre médicos e doentes ou criar um chatbot e uma rede de suporte tanto para médicos e enfermeiros que estejam deslocados ou como para os cidadãos que precisem de ir ao supermercado ou farmácia.

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“O alvo é quem está interessado em mudar-se para Portugal para viver”, disse à Lusa Bruce Hawker, CEO da Open Media. “Desde uma pessoa que está prestes a reformar-se ao nómada digital que quer ir trabalhar remotamente, a alguém que esteja interessado em criar uma startup em Portugal ou famílias com crianças”, indicou o responsável. 

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Andy Brown destacou, citado na nota, que aceitou “com grande honra o convite para completar o mandato 2019-2022 com o objetivo de preparar a companhia para um futuro de sucesso em tempos de grandes desafios para o sector”.
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